Dia 8 de fevereiro - SÃO JERÓNIMO EMILIANO
Jerónimo Emiliani nasceu em 1486, em Veneza, Itália, no seio de uma família nobre.
A sua juventude foi agitada, com muitas vivências mundanas e comportamentos desregrados. O pai morreu quando ele tinha apenas quinze anos e o rapaz tornou-se soldado. Fez uma carreira brilhante em Veneza e chegou a general. Aliciado pelos prazeres e vícios mundanos, Jerónimo tornou-se duro e violento.
Os reis de França, da Alemanha e de Espanha aliaram-se ao papa e entraram em guerra contra os venezianos. Jerónimo, como bom militar que era, manteve-se no seu posto e defendeu a sua cidade. A cidade caiu e Jerónimo foi preso, levado para uma torre, acorrentado e alimentado só a pão e água.
Ali aconteceu algo extraordinário. Lembrou-se dos ensinamentos que a mãe lhe dera e arrependeu-se da sua conduta imprópria. Reconheceu os seus pecados e ofereceu aquele sacrifício pela sua conversão. Passou o seu tempo a rezar e, um dia, apareceu-lhe Nossa senhora de Treviso que lhe deu as chaves das correntes e, consequentemente, a liberdade.
Milagrosamente, saiu pela porta da frente e atravessou os campos sem ser visto por ninguém. Dirigiu-se à igreja de Treviso onde depositou as correntes e a chave sobre o altar e confirmou a sua devoção a Deus. Quis que este momento ficasse registado e pediu para lhe pintarem um quadro que o representasse.
Diante do altar, ele pediu a Jesus: "Ó Jesus, não sejais um juiz para mim, mas antes o meu salvador."
Aos poucos foi-se afastando da vida de riqueza e, em 1528, quando a peste e uma grande fome assolaram a Itália, ele vendeu os bens que ainda tinha e transformou a sua casa num hospital para acudir aos mais necessitados.
Neste período de tempo, ele também ficou doente. Pediu a Deus que o salvasse e que se dedicaria a Ele somente. E assim aconteceu, Jerónimo foi salvo e a sua vida passou a ser exclusivamente consagrada ao serviço do Senhor.
Na época da peste muitas crianças ficaram órfãs. São Jerónimo acolheu-as em sua casa, alimentou-as, ensinou-as a rezar. Mais tarde, foi ordenado sacerdote e alargou o seu trabalho para fora de Veneza.
Em Somasca, fundou um seminário junto a um convento, criando a Ordem dos Clérigos Regulares de Somasca, ou Companhia dos Servos dos Pobres, trabalhando com jovens, pobres, doentes, moribundos, prostitutas...
Vendo o seu frutuoso trabalho, o governador de Veneza deu-lhe a direção do "Hospital dos Incuráveis". São Jerónimo viu neste gesto a oportunidade de revitalizar este espço e alargá-lo a prestar mais e melhores serviços a quem precisava.
Sentiu que a morte se aproximava e tratou de deixar um sucessor para dar continuidade ao seu trabalho. Gravemente enfermo, após tratar de doentes com peste, entregou a sua alma a Deus, no dia 8 de fevereiro de 1537, após a Sagrada Comunhão.
O seu lema de vida e o seu legado, espelhavam-se nesta máxima: "Segui o caminho do Crucificado, desprezai a iniquidade, amai-vos uns aos outros e servi aos pobres."
São Jerónimo Emiliano foi beatificado em 1747. Vinte anos depois, foi canonizado, em 1767.
Em 1928, o Papa Pio XI proclamou-o "Patrono universal dos órfãos e da juventude abandonada", pela missão da sua vida.
Patrono e protetor dos órfãos e dos jovens abandonados.
Oração:
Graças e louvores sejam dadas ao Deus de todas as consolações pelas inúmeras graças concedidas a São Jerónimo Emiliano, fazendo-o fundador da Sociedade dos Clérigos Regulares, ajudando a muitos desvalidos e doentes, entre tantos necessitados. Dai-nos, Senhor, amor por Vós e por todas as coisas Santas. São Jerónimo Emiliano, rogai por nós! Ámen.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Dia 7 de fevereiro - AS CINCO CHAGAS DO SENHOR
Jesus é descido da Cruz. Cuidadosamente, Nicodemos, José de Arimateia e São João, conduzem-nO até Maria Santíssima e depositam-nO no seu regaço. Sentada, cheia de dor, ela aceita-O e adora-O.
Entretanto, as mulheres preparam os óleos com que O vão ungir para ser depositado no sepulcro.
Maria beija as chagas do peito, das mãos e dos pés do Seu Filho e ali começa a devoção às Chagas de Cristo, que se perpetuará por gerações e gerações. Por causa daquelas benditas Chagas, Maria fora preservada do pecado original e para os homens de boa vontade podem abrir-se as portas do Céu.
A devoção às Cinco Chagas do Senhor, ou das feridas que Jesus recebeu na cruz e manifestou noa Apóstolos depois da Ressurreição, foi impulsionado por São Bernardo, e encontrou sentida e profunda adesão no povo português, desde os começos da nacionalidade. Luís de Camões, n'Os Lusíadas, faz eco dessa devoção (I, 7). Prestando culto às Chagas do Redentor, é para Jesus Cristo que se dirige a nossa adoração, para quem nos amou até à morte de cruz (Fl 2,8). A contemplação das Chagas do Senhor deu particular atenção ao lado aberto, conduzindo os místicos medievais e posteriores à contemplação do Coração trespassado, a mais viva expressão do Seu Amor. Essa contemplação move-nos espontaneamente à correspondência, "amor com amor se paga".
João 19, 28-37
"Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede.» Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam uma esponja no vinagre, fixando-a a um ramo de hissopo, levaram-lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E inclinando a cabeça, rendeu o espírito.
Então os Judeus, visto ser o dia da Preparação para os corpos não ficarem na cruz ao sábado - pois era um grande dia aquele sábado -, pediram a Pilatos que se lhe quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram então os soldados e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao segundo dos que tinham sido crucificados com Ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água. Aquele que o viu é que o atesta, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. E isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura que diz:
«Nem um só dos Meus ossos se há de quebrar».
E outra vez diz a Escritura:
«Hão de olhar para Aquele que trespassaram».
Jesus é descido da Cruz. Cuidadosamente, Nicodemos, José de Arimateia e São João, conduzem-nO até Maria Santíssima e depositam-nO no seu regaço. Sentada, cheia de dor, ela aceita-O e adora-O.
Entretanto, as mulheres preparam os óleos com que O vão ungir para ser depositado no sepulcro.
Maria beija as chagas do peito, das mãos e dos pés do Seu Filho e ali começa a devoção às Chagas de Cristo, que se perpetuará por gerações e gerações. Por causa daquelas benditas Chagas, Maria fora preservada do pecado original e para os homens de boa vontade podem abrir-se as portas do Céu.
A devoção às Cinco Chagas do Senhor, ou das feridas que Jesus recebeu na cruz e manifestou noa Apóstolos depois da Ressurreição, foi impulsionado por São Bernardo, e encontrou sentida e profunda adesão no povo português, desde os começos da nacionalidade. Luís de Camões, n'Os Lusíadas, faz eco dessa devoção (I, 7). Prestando culto às Chagas do Redentor, é para Jesus Cristo que se dirige a nossa adoração, para quem nos amou até à morte de cruz (Fl 2,8). A contemplação das Chagas do Senhor deu particular atenção ao lado aberto, conduzindo os místicos medievais e posteriores à contemplação do Coração trespassado, a mais viva expressão do Seu Amor. Essa contemplação move-nos espontaneamente à correspondência, "amor com amor se paga".
João 19, 28-37
"Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede.» Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam uma esponja no vinagre, fixando-a a um ramo de hissopo, levaram-lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E inclinando a cabeça, rendeu o espírito.
Então os Judeus, visto ser o dia da Preparação para os corpos não ficarem na cruz ao sábado - pois era um grande dia aquele sábado -, pediram a Pilatos que se lhe quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram então os soldados e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao segundo dos que tinham sido crucificados com Ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água. Aquele que o viu é que o atesta, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. E isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura que diz:
«Nem um só dos Meus ossos se há de quebrar».
E outra vez diz a Escritura:
«Hão de olhar para Aquele que trespassaram».
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Dia 6 de fevereiro - SÃO PAULO MIKI e COMPANHEIROS
São Francisco Xavier lançou a semente do cristianismo no Japão, entre 1549 e 1551. Essa semente frutificou tranto que algumas décadas depois já havia pelo menos trezentos mil cristãos. Este trabalho árduo foi conseguido com a boa prestação de catequistas locais, corajosos, que continuaram a obra iniciada por São Francisco Xavier. Entre estes, destacam-se Paulo Miki e os seus jovens companheiros.
Paulo Miki nasceu em 1564, em Kyoto, no Japão. Filho de pais ricos, foi batizado e foi educado no colégio jesuíta de Anziquiama. Paulo sentiu que devia fazer parte da Companhia de Jesus e, assim aconteceu. Não pôde ser ordenado na altura devida, por não haver um bispo na região, mas tornou-se um eloquente orador e pregador. Converteu muita gente na sua pátria, cativando com a sua humildade e paciência.
O imperador Toyotomi Hideyoshi era simpatizante do cristianismo mas, sem se esperar, voltou-se contra aqueles que antes apoiava. E passou a perseguir todos os cristãos, inclusivé missionários franciscanos que antes tinham sido tão bem recebidos por ele.
Expulsou os católicos do país mas alguns não saíram. Não se fez esperar a represália: foram presos. Entre estes presos estava Paulo Miki e alguns companheiros.
Eram vinte e sete os cristãos que sofreram humilhações e torturas públicas, foram alvo de violência e zombaria pelos sítios onde passavam, a caminho do local de execução da pena de morte por crucificação. Paulo e os seus companheiros (alguns muito jovens, comonze, treze e catorze anos), enfrentaram a pena de morte com muita coragem.
O local onde foram martirizados, em 1597, ficou conhecido como Monte dos Mártires.
Paulo Miki e os seus companheiros foram canonizados pelo Papa Pio IX, em 1862.
Mesmo sem padres, os cristãos continuaram a encontrar-se e a viver a sua fé. Quando o Japão voltou a aceitar europeus no seu país, missionários foram ao encontro daquelas comunidades clandestinas que os aguardavam.
Oração:
Bendito seja Deus, que concedeu a São Paulo Miki e companheiros o grande dom da firmeza apostólica. Concedei-me ser sempre um entusiasta apóstolo de Vossos caminhos. Por Cristo Jesus. Ámen.
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São Francisco Xavier lançou a semente do cristianismo no Japão, entre 1549 e 1551. Essa semente frutificou tranto que algumas décadas depois já havia pelo menos trezentos mil cristãos. Este trabalho árduo foi conseguido com a boa prestação de catequistas locais, corajosos, que continuaram a obra iniciada por São Francisco Xavier. Entre estes, destacam-se Paulo Miki e os seus jovens companheiros.
Paulo Miki nasceu em 1564, em Kyoto, no Japão. Filho de pais ricos, foi batizado e foi educado no colégio jesuíta de Anziquiama. Paulo sentiu que devia fazer parte da Companhia de Jesus e, assim aconteceu. Não pôde ser ordenado na altura devida, por não haver um bispo na região, mas tornou-se um eloquente orador e pregador. Converteu muita gente na sua pátria, cativando com a sua humildade e paciência.
O imperador Toyotomi Hideyoshi era simpatizante do cristianismo mas, sem se esperar, voltou-se contra aqueles que antes apoiava. E passou a perseguir todos os cristãos, inclusivé missionários franciscanos que antes tinham sido tão bem recebidos por ele.
Expulsou os católicos do país mas alguns não saíram. Não se fez esperar a represália: foram presos. Entre estes presos estava Paulo Miki e alguns companheiros.
Eram vinte e sete os cristãos que sofreram humilhações e torturas públicas, foram alvo de violência e zombaria pelos sítios onde passavam, a caminho do local de execução da pena de morte por crucificação. Paulo e os seus companheiros (alguns muito jovens, comonze, treze e catorze anos), enfrentaram a pena de morte com muita coragem.
O local onde foram martirizados, em 1597, ficou conhecido como Monte dos Mártires.
Paulo Miki e os seus companheiros foram canonizados pelo Papa Pio IX, em 1862.
Mesmo sem padres, os cristãos continuaram a encontrar-se e a viver a sua fé. Quando o Japão voltou a aceitar europeus no seu país, missionários foram ao encontro daquelas comunidades clandestinas que os aguardavam.
Oração:
Bendito seja Deus, que concedeu a São Paulo Miki e companheiros o grande dom da firmeza apostólica. Concedei-me ser sempre um entusiasta apóstolo de Vossos caminhos. Por Cristo Jesus. Ámen.
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Dia 5 de fevereiro - SANTA ÁGUEDA (ÁGATA)
Santa Águeda nasceu no século III (por volta do ano 230), na Catânia, Sicília, numa família muito conhecida.
Desde muito cedo que a bela jovem sentiu um chamamento de Deus para que Lhe consagrasse a sua vida, mantendo-se pura e casta.
Viveu a sua vida corajosamente, num tempo em que os cristãos eram perseguidos pelo imperador, não se deixou atemorizar pelas dificuldades e deu sempre testemunho da sua fé.
A promessa de seguir Deus, custou-lhe a vida, pois o governador da Sicília interessou-se pela jovem e pediu-a em casamento. Águeda recusou o convite. O governador levou-a a tribunal e foi condenada a viver com uma mulher de vida duvidosa para ver se a prevertiam e a desviavam de Deus. Como isso não aconteceu, perdeu a sua vida pela mão de carrascos que a mataram por ser cristã. Sofreu martírios, foi esbofeteada, chicoteada, colocada sobre chapas em brasa e, depois de tudo isto, novamente deu entrada na prisão.
Neste retorno, Águeda viu o Apóstolo São Pedro, o que lhe deu forças para não fraquejar. Os carrascos não gostaram de ver a jovem firme na sua fé. Novas torturas lhe inflingiram, desconjuntaram-lhe os ossos, dilacerando-se-lhe os seios, foi arrastada sobre cacos de vidro e carvões em brasa. Foi novamente reconduzida à sua cela da prisão e morreu enquanto rezava, pedindo ao Senhor que parasse a erupção do vulcão Etna, que começara a lançar fogo na hora do seu martírio.Quando ela expirou, a erupção passou. Isto aconteceu em 251.
Ainda hoje, quando o vulcão os ameaça, os italianos ínvocam Santa Águeda para que os proteja dos perigos do incêndio.
Mantém-se até aos nossos dias como uma santa muito conhecida e amada em Itália.
Padroeira dos bombeiros.
Oração:
Concedei-nos, Senhor, o amor constante ao Vosso Nome e a graça da perseverança nas coisas do alto, durante toda a nossa vida. E pela intercessão de Santa Águeda, dai-nos Senhor Omnipotente, a graça que humildemente Vos pedimos (dizer a graça). Por Cristo Nosso Senhor. Àmen. Santa Águeda, rogai por nós!
Santa Águeda nasceu no século III (por volta do ano 230), na Catânia, Sicília, numa família muito conhecida.
Desde muito cedo que a bela jovem sentiu um chamamento de Deus para que Lhe consagrasse a sua vida, mantendo-se pura e casta.
Viveu a sua vida corajosamente, num tempo em que os cristãos eram perseguidos pelo imperador, não se deixou atemorizar pelas dificuldades e deu sempre testemunho da sua fé.
A promessa de seguir Deus, custou-lhe a vida, pois o governador da Sicília interessou-se pela jovem e pediu-a em casamento. Águeda recusou o convite. O governador levou-a a tribunal e foi condenada a viver com uma mulher de vida duvidosa para ver se a prevertiam e a desviavam de Deus. Como isso não aconteceu, perdeu a sua vida pela mão de carrascos que a mataram por ser cristã. Sofreu martírios, foi esbofeteada, chicoteada, colocada sobre chapas em brasa e, depois de tudo isto, novamente deu entrada na prisão.
Neste retorno, Águeda viu o Apóstolo São Pedro, o que lhe deu forças para não fraquejar. Os carrascos não gostaram de ver a jovem firme na sua fé. Novas torturas lhe inflingiram, desconjuntaram-lhe os ossos, dilacerando-se-lhe os seios, foi arrastada sobre cacos de vidro e carvões em brasa. Foi novamente reconduzida à sua cela da prisão e morreu enquanto rezava, pedindo ao Senhor que parasse a erupção do vulcão Etna, que começara a lançar fogo na hora do seu martírio.Quando ela expirou, a erupção passou. Isto aconteceu em 251.
Ainda hoje, quando o vulcão os ameaça, os italianos ínvocam Santa Águeda para que os proteja dos perigos do incêndio.
Mantém-se até aos nossos dias como uma santa muito conhecida e amada em Itália.
Padroeira dos bombeiros.
Oração:
Concedei-nos, Senhor, o amor constante ao Vosso Nome e a graça da perseverança nas coisas do alto, durante toda a nossa vida. E pela intercessão de Santa Águeda, dai-nos Senhor Omnipotente, a graça que humildemente Vos pedimos (dizer a graça). Por Cristo Nosso Senhor. Àmen. Santa Águeda, rogai por nós!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Dia 4 de fevereiro - SÃO JOÃO DE BRITO
Nasceu em Lisboa, no ano de 1647, dia 1 de março. Era filho de Salvador Pereira de Brito e de D. Brites Pereira.
Foi educado entre os pajens do rei D. João e sempre se distinguiu pela simplicidade do seu trato e pela delicadeza de consciência. Em 1640, seu pai foi enviado por D. João IV para ser governador do Brasil, sua mãe e irmãos ficaram na corte.
Tinha uma saúde frágil e os médicos chegaram a perder a esperança, mas a mãe, socorreu-se da oração, e pediu a Deus a cura do filho. Fez também uma promessa a São Francisco Xavier e, miraculosamente, o jovem recuperou a saúde.
A promessa consistia em passar um ano com uma batina vestida e, durante este tempo, a vocação surgiu. Com apenas quinze anos entrou para a Companhia de Jesus.
Foi ordenado sacerdote em 1673 e partiu para a Índia a evengelizar. Andou por Goa e pelo sul da Índia, onde deixou a sua marca de grande apóstolo, fez-se pequenino e, assim, a sua mensagem chegou longe. Batizou e evengelizou os povos de Maravá, mas no regresso, ele e outros catequistas foram presos por soldados pagãos que perseguiam cristãos.
Foi condenado pela sua fé e instigado a renunciar a ela. Ele preferia morrer a renegar a sua fé. Mas, um príncipe que ouvira falar da sua doutrina e das mudanças que se operavam naqueles que a seguiam, achou a sua doutrina justa e santa e mandou libertá-lo.
Voltou a Portugal embora o seu coração tivesse ficado na Índia. Demorou-se algum tempo por cá, dando testemunho do seu trabalho, mas a vontade de voltar à Índia sobrepôs-se à sua segurança.
Continuou o seu trabalho de evangelização e conversão. O rei, incomodado com a sua diligência e persistência, mandou prendê-lo e mandou inflingir-lhe muitos maus tratos que culminaram com a sua morte, degolado,,em 1693. O tronco e a cabeça ficram expostos em praça pública, para que todos vissem.
Os seus restos mortais foram depositadas na igreja do Colégio dos Jesuítas, em Goa, onde estava também o corpo de São Francisco Xavier.
São João de Brito foi canonizado pelo papa Pio XII, em 27 de junho de 1947.
Oração:
Senhor, que fortalecestes com invencível constância o mártir São João de Brito, para pregar a fé entre os povos da Índia, concedei-nos, por seus méritos e intercessão que, celebrando a memória do seu triunfo, imitemos os exemplos da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.
Nasceu em Lisboa, no ano de 1647, dia 1 de março. Era filho de Salvador Pereira de Brito e de D. Brites Pereira.
Foi educado entre os pajens do rei D. João e sempre se distinguiu pela simplicidade do seu trato e pela delicadeza de consciência. Em 1640, seu pai foi enviado por D. João IV para ser governador do Brasil, sua mãe e irmãos ficaram na corte.
Tinha uma saúde frágil e os médicos chegaram a perder a esperança, mas a mãe, socorreu-se da oração, e pediu a Deus a cura do filho. Fez também uma promessa a São Francisco Xavier e, miraculosamente, o jovem recuperou a saúde.
A promessa consistia em passar um ano com uma batina vestida e, durante este tempo, a vocação surgiu. Com apenas quinze anos entrou para a Companhia de Jesus.
Foi ordenado sacerdote em 1673 e partiu para a Índia a evengelizar. Andou por Goa e pelo sul da Índia, onde deixou a sua marca de grande apóstolo, fez-se pequenino e, assim, a sua mensagem chegou longe. Batizou e evengelizou os povos de Maravá, mas no regresso, ele e outros catequistas foram presos por soldados pagãos que perseguiam cristãos.
Foi condenado pela sua fé e instigado a renunciar a ela. Ele preferia morrer a renegar a sua fé. Mas, um príncipe que ouvira falar da sua doutrina e das mudanças que se operavam naqueles que a seguiam, achou a sua doutrina justa e santa e mandou libertá-lo.
Voltou a Portugal embora o seu coração tivesse ficado na Índia. Demorou-se algum tempo por cá, dando testemunho do seu trabalho, mas a vontade de voltar à Índia sobrepôs-se à sua segurança.
Continuou o seu trabalho de evangelização e conversão. O rei, incomodado com a sua diligência e persistência, mandou prendê-lo e mandou inflingir-lhe muitos maus tratos que culminaram com a sua morte, degolado,,em 1693. O tronco e a cabeça ficram expostos em praça pública, para que todos vissem.
Os seus restos mortais foram depositadas na igreja do Colégio dos Jesuítas, em Goa, onde estava também o corpo de São Francisco Xavier.
São João de Brito foi canonizado pelo papa Pio XII, em 27 de junho de 1947.
Oração:
Senhor, que fortalecestes com invencível constância o mártir São João de Brito, para pregar a fé entre os povos da Índia, concedei-nos, por seus méritos e intercessão que, celebrando a memória do seu triunfo, imitemos os exemplos da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Dia 3 de fevereiro - SÃO BRÁS
São Brás nasceu na cidade de Sebaste, na Arménia, no final do século III.
Era médico, sacerdote e muito caridoso com os pobres e cristãos perseguidos. Por essas virtudes, foi nomeado bispo de Sebaste.
Procurou Deus, foi batizado e espalhou o evangelho mesmo a quem consultava como médico.
Nesta época os cristãos eram perseguidos e o santo abandonou o bispado e escondeu-se numa caverna de um montanha isolada. Mesmo assim foi descoberto, capturado e morto.
Morreu, dando testemunho da sua fé, por ordem do imperador Licínio, em 316.
A vida e feitos deste santo atrairam a admiração popular. Ele é venerado no Oriente e no Ocidente.
Mães aflitas recorrem à sua intercessão quando um filho se engasga ou apresenta problemas de garganta.
Conta a história que, ao dirigir-se para o martírio, uma mãe lhe apresentou uma criança de colo que agonizava por ter uma espinha de peixe na garganta. São Brás parou, olhou para o Céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança, que se levantou como se nada lhe tivesse acontecido.
Padroeiro das doenças de garganta.
Oração:
Ò glorioso São Brás, que restituístes com uma breve oração a saúde a um menino que, por uma espinha de peixe atravessada na garganta, estava prestes a expirar, obtende para nós todos a graça de experimentarmos a eficácia da vossa proteção em todos os males da garganta. Conservai a nossa garganta sã e perfeita, para que possamos falar corretamente e, assim, proclamar e cantar os louvores de Deus.
São Brás, rogai por nós! Ámen.
São Brás nasceu na cidade de Sebaste, na Arménia, no final do século III.
Era médico, sacerdote e muito caridoso com os pobres e cristãos perseguidos. Por essas virtudes, foi nomeado bispo de Sebaste.
Procurou Deus, foi batizado e espalhou o evangelho mesmo a quem consultava como médico.
Nesta época os cristãos eram perseguidos e o santo abandonou o bispado e escondeu-se numa caverna de um montanha isolada. Mesmo assim foi descoberto, capturado e morto.
Morreu, dando testemunho da sua fé, por ordem do imperador Licínio, em 316.
A vida e feitos deste santo atrairam a admiração popular. Ele é venerado no Oriente e no Ocidente.
Mães aflitas recorrem à sua intercessão quando um filho se engasga ou apresenta problemas de garganta.
Conta a história que, ao dirigir-se para o martírio, uma mãe lhe apresentou uma criança de colo que agonizava por ter uma espinha de peixe na garganta. São Brás parou, olhou para o Céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança, que se levantou como se nada lhe tivesse acontecido.
Padroeiro das doenças de garganta.
Oração:
Ò glorioso São Brás, que restituístes com uma breve oração a saúde a um menino que, por uma espinha de peixe atravessada na garganta, estava prestes a expirar, obtende para nós todos a graça de experimentarmos a eficácia da vossa proteção em todos os males da garganta. Conservai a nossa garganta sã e perfeita, para que possamos falar corretamente e, assim, proclamar e cantar os louvores de Deus.
São Brás, rogai por nós! Ámen.
Dia 2 de fevereiro - APRESENTAÇÃO DO SENHOR
Qurenta dias após o Natal, a Igreja celebra a festa da Apresentação do Senhor, relembrando o dia em que Jesus foi levado ao templo, por Maria e José, oferendo-O ao Pai.
Esta oferta é o início da caminhada de Jesus para salvação da humanidade e que o levará até ao Calvário.
Lucas 2, 22-40
"Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: «Todo o primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício, como se diz na Lei do Senhor, duas rolas ou duas pombas. Ora, vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso e esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava nele. Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor. Impelido pelo Espírito, veio ao templo, quando os pais trouxeram o menino Jesus, a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito. Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo: «Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo, porque meus olhos viram a Salvação que oferecestes a todos os povos, Luz para se revelar às nações e glória de Israel, teu povo.» Seu pai e sua mãe estavam admirados com o que se dizia dele. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: « Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a sua alma. Assim hão de revelar-se os pensamentos de muitos corações.» Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, a qual era de idade muito avançada. Depois de ter vivido casada sete anos, após o seu tempo de donzela, ficou viúva até aos oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, participando no culto noite e dia, com jejuns e orações. Aparecendo nessa ocasião, pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém. Depois de terem cumprido tudo o que a Lei do Senhor determinava, regressaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré. Entretanto, o menino crescia e robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele."
Qurenta dias após o Natal, a Igreja celebra a festa da Apresentação do Senhor, relembrando o dia em que Jesus foi levado ao templo, por Maria e José, oferendo-O ao Pai.
Esta oferta é o início da caminhada de Jesus para salvação da humanidade e que o levará até ao Calvário.
Lucas 2, 22-40
"Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: «Todo o primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício, como se diz na Lei do Senhor, duas rolas ou duas pombas. Ora, vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso e esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava nele. Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor. Impelido pelo Espírito, veio ao templo, quando os pais trouxeram o menino Jesus, a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito. Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo: «Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo, porque meus olhos viram a Salvação que oferecestes a todos os povos, Luz para se revelar às nações e glória de Israel, teu povo.» Seu pai e sua mãe estavam admirados com o que se dizia dele. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: « Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a sua alma. Assim hão de revelar-se os pensamentos de muitos corações.» Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, a qual era de idade muito avançada. Depois de ter vivido casada sete anos, após o seu tempo de donzela, ficou viúva até aos oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, participando no culto noite e dia, com jejuns e orações. Aparecendo nessa ocasião, pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém. Depois de terem cumprido tudo o que a Lei do Senhor determinava, regressaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré. Entretanto, o menino crescia e robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele."
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