sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Dia 13 de fevereiro - SÃO MARTINIANO

Martiniano é um santo que nasceu na Palestina, em Cesareia, no tempo do imperador Constantino (século IV)..
Muito jovem ainda, escolheu viver como um eremita, perto da sua cidade natal, numa comunidade de eremitas. Assim viveu durante vinte e cinco anos. Pessoas de todo o país iam pedir-lhe conselhos, orientações espirituais, expulsão de demónios e curas de doenças. A sua fama era tanta que o tinham como grande Santo.
Uma mulher rica mas de conduta pouco própria decidiu tentar Martiniano, para o fazer perder a sua castidade. Com a ajuda de outros conhecidos com o mesmo estilo de vida, compôs o plano. Disfarçou-se de pobre abandonada, apareceu na gruta de Martiniano a pedir agasalho, dizendo-lhe que se tinha perdido na floresta e que não tinha para onde se dirigir. O Santo compadeceu-se dela mas não queria que ela ali passasse a noite. Acabou por ficar mas São Martiniano arranjou outro local para si e passou a noite em oração. Na manhã seguinte, a mulher trocou os farrapos por uma roupa sedutora. Quando o santo entrou na sua gruta, ficou espantado com o que viu e ela tentou seduzi-lo. E ele caiu na tentação.
A sua consciência não o deixava tranquilo, vivia atormentado pelo pecado que cometera. Rezou e pediu perdão a Deus, vezes sem conta e Deus, na sua infinita bondade, perdoou-o.
A mulher que o tentou, arrependeu-se e converteu-se à vida religiosa.
A fraqueza de São Martiniano aproximou-o da vida do homem comum, cai no pecado mas também pode arrepender-se, penitenciar-se e mudar de caminho.
São Martiniano arrependeu-se e retomou o seu propósito. Foi para uma ilha, depois para Atenas e, morreu no ano 400.
 Oração:

Velai, ó Deus, sobre a Vossa família, com incansável amor.Como só confiamos na Vossa graça, guardai-nos sob a Vossa proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Ámen.
 

 
Dia 12 de fevereiro - SANTA EULÁLIA


Eulália nasceu no ano 290, próximo da cidade de Barcelona. A família de Eulália pertencia à nobreza e os pais viviam numa enorme propriedade perto da corte. A jovem vivia rodeada de muito amor, muito carinho e mimos que não deixavam desabrochar a sua personalidade.
Eulália era muito inteligente e caridosa. Dedicava muito tempo à sua devoção fervorosa a Jesus Cristo. Juntava-se com as amigas e em conjunto entoavam cânticos de louvor ao Senhor e distribuíam as suas melhores coisas aos pobres das redondezas.

A fé cristã tinha-se espalhado pela Espanha e os tentáculos do poder dos imperadores Diocleciano e Maximiliano chegaram até este país, pela mão de um cruel juiz, Daciano, encarregue de resolver aquela questão, ou seja, exterminar os cristãos.

Por esta altura tinha Eulália treze anos e os seus pais, com receio do que lhe podia acontecer, decidiram mandá-la para uma propriedade afastada da cidade.

Eulália achou que isso era uma cobardia e, sem os pais saberem, apresentou-se perante o tal juiz dizendo que se queriam cristãos, ali estava uma. Foi julgada e condenada o adorar um deus pagão. Ela recusou, mantendo-se firme na sua fé. Daciano mandou chicoteá-la até o seu corpo ficar em carne viva. Depois, mandou queimá-la viva. Morreu no dia 12 de fevereiro de 304.

Foi sepultada numa igreja que foi destruída durante um incêndio. Mas as relíquias da santa mantiveram-se intactas.

O culto a Santa Eulália acabou por sair de Barcelona e atravessou fronteiras, espalhando-se por todo o mundo cristão oriental e ocidental.

Protetora das vítimas de tortura.


Padroeira da cidade de Mérida e uma das padroeiras de Barcelona.

Oração:

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Concedei-nos, Senhor, a Vossa protecção e (indicar a graça), pelos méritos da doce, formosa, preciosa Santa Eulália, virgem e mártir, fazei com que seja sempre defendida pela sua intercessão a Ordem que a celebra como padroeira e defensora. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Ámen.
Santa Eulália, rogai por nós!

Pai Nosso, Avé Maria e Glória.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Dia 11 de fevereiro - NOSSA SENHORA DE LOURDES



No dia 11 de fevereiro de 1858, na pequena vila de Lourdes, em França, três amigas saíram de suas casas para apanhar lenha na mata que ficava próxima, nas margens do rio Gave. Eram elas, Bernardette Soubirous, de 14 anos, sua irmã, Marie Toinette, de 11 anos e a amiga Jeanne Abadie, de 12 anos.
O tempo estava nublado e fazia frio e as meninas tinham de atravessar  um riacho para chegarem ao  penhasco rochoso de Massabielle. Bernardette, que sofria de asma, para na margem enquanto as outras duas atravessam para o outro lado. Nisto, Bernardette ouve um sussurro nas árvores que desperta a sua atenção. Olha e vê na cavidade da rocha uma "Senhora" jovem e muito bonita, vestida de branco, com uma faixa azul na cintura e um rosário de contas de pérolas na mão, que lhe sorri e a chama carinhosamente.
As duas começam a rezar, juntas, e pouco depois, Maria desapareceu.
Durante cinco meses, Nossa Senhora apareceu às meninas, marcando sempre a data e a hora.
A notícia espalhou-se e muitas pessoas começaram a ir à gruta para verem Nossa Senhora de Lourdes, mas só as crianças a viam. Isso gerou muita confusão e descrédito e a pequena Bernardette chegou a ser vítima de agressões e zombarias por parte da população.
O próprio governo francês se envolveu e interditou a aproximação da gruta.
A Senhora, numa das últimas aparições,  disse a Bernardette que em determinado dia e hora fosse à gruta e começasse a cavar com as mãos. Ela assim fez e nesse local começou a brotar água e nunca mais parou. Todos sabiam que aquele era um local seco, onde nunca houvera uma nascente.
As pessoas souberam da fonte e começaram a aparecer na gruta e as curas começaram a acontecer. Pessoas com enfermidades físicas, paraplégicas, doenças incuráveis, começaram a curar-se. Estas curas foram confirmadas por médicos e cientistas. E as curas continuaram a acontecer até aos dias de hoje. Em Lourdes há sempre uma comissão de  médicos que atesta se as curas são milagres ou não.
Nossa Senhora disse a Bernardette que pedisse ao sacerdote que mandasse erigir ali uma capela. O pároco disse-lhe que perguntasse à Senhora quem ela era. E a resposta foi "Eu sou a Imaculada Conceição". O pároco acreditou.
Lourdes tornou-se o centro para o qual são atraídas pessoas doentes de corpo e alma e que buscam a serenidade.
Depois da última aparição da Imaculada Conceição, Bernardette entrou para a congregação das Irmãs da Caridade de Nevers. Tinha vinte e dois anos e morreu com trinta e quatro.
O Papa Pio IX, quatro anos antes, em Roma, já tinha afirmado que a aparição era a Imaculada Conceição.
Em 1876 foi construída a Basílica de Lourdes, no local onda Maria tinha aparecido. Este local recebe anualmente milhões de peregrinos do mundo inteiro.
Bernardette foi canonizada pelo Papa Pio XI, no dia 8 de dezembro de 1933.
Nossa Senhora de Lourdes deixou uma mensagem de conversão e penitência, pediu insistentemente que aqueles que estão afastados de Deus voltem para Ele.


Oração:


Ó Virgem Puríssima, Nossa Senhora de Lourdes, que vos dignastes aparecer a Bernardette no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala, e nós falamos com Ele. Ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz de alma, que nos ajudam a conservar-nos sempre unidos em Deus. Nossa Senhora da gruta, dai-me a graça que vos peço e tanto preciso (pedir a graça). Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós! Ámen.



 
Dia 10 de fevereiro - SANTA ESCOLÁSTICA




Santa Escolástica, irmã gémea de São Bento, nasceu no ano de 480, na Núrsia, em Itália. Filhos de nobres, o pai ficou viúvo aquando do nascimento dos irmãos pois a mãe faleceu no parto.
Ainda jovem, Escolástica consagrou a sua vida a Deus, com voto de castidade, ainda antes do irmão.
Anos mais tarde, Bento fundou o mosteiro de Monte Cassino criando a Ordem dos Monges Beneditinos.
Escolástica, inspirada pela obra do irmão, fundou um mosteiro feminino: as Beneditinas, nome que escolheu como homenagem ao seu irmão.
São Bento foi pioneiro no servir a Deus sem se afastar do mundo, viveu em comunidade dividindo o seu tempo entre a oração, o trabalho, o estudo ou o repouso.
Poucos são os dados sobre a vida desta santa, mas sabe-se que os dois irmãos, mesmo vivendo próximos, só se encontravam uma vez por ano. Este encontro tinha lugar na Páscoa. Num destes encontros, chegou Escolástica, acompanhada de algumas freiras e  Bento, acompanhado de alguns discípulos. Todo o dia conversaram sobre assuntos espirituais e as atividades da Igreja.
Chegada a noite, Bento disse à irmã que estava na hora de se despedirem, mas Escolástica queria que continuassem a rezar e a conversar pela noite dentro. Rigoroso nas regras, Bento recusou. Nesse momento, ela rezou com tal fervor que uma tempestade se formou, impedindo-os de saírem do local. Assim, puderam conversar e rezar toda a noite. No dia seguinte, o sol voltou a brilhar, os irmãos despediram-se e não voltaram a ver-se.
Três dias depois, Bento recebeu a notícia da morte de Escolástica e, enquanto rezava, viu a alma da irmã a chegar ao Paraíso, sob a forma de uma pomba.
Morreu a 10 de fevereiro de 547, quarenta dias antes de o irmão morrer. É considerada a primeira monja beneditina.







Padroeira das freiras.


Oração:


Ó Deus, Pai de misericórdia, Santa Escolástica mostrou que a nossa missão é servir, é carregar os fardos uns dos outros, é promover a harmonia e a paz entre todos os homens. Dá-nos a graça de compreender em profundidade esses Teus desígnios, para que nos aproximemos de Ti, para que Te reconheçamos nos irmãos e para que Te louvemos e bendigamos sem cessar. Ámen.











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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Dia 9 de fevereiro - SANTA APOLÓNIA

Esta santa viveu no tempo do império romano, e nasceu por volta do ano 200. Apolónia era filha de um rico magistrado de Alexandria, importante cidade do Egito, que estava sob o domínio do imperador romano. A sua história foi contada pelo Bispo de Alexandria, São Dionísio, em cartas que enviou ao Bispo Fábio de Antioquia.
Era o tempo do imperador Décio, feroz perseguidor dos cristãos. Na sétima investida que o imperador fez contra os cristãos, Apolónia foi capturada. Como era hábito,  foi instigada a renunciar à sua fé e a prestar culto aos deuses romanos. Apolónia manteve-se firme na sua fé e, com uma coragem impressionante, negou-se a obedecer às vontades dos romanos. Em praça pública, para que todos assistissem, ela foi submetida a terríveis torturas.
Uma das torturas a que foi submetida, foi arrancarem-lhe os dentes com pedras afiadas. Mesmo com horríveis dores, não renunciou à sua fé em Jesus Cristo. A sua postura firme afrontou os carrascos que lhe quebraram a face com pancadas. Depois, foi condenada a morrer na fogueira. Mesmo amarrada, deu testemunho da sua fé, lançando-se ela própria na fogueira em que morreria, dizendo que preferia morrer a renunciar a Jesus Cristo. Muitos dos que ali se encontravam, se converteram. Morreu no ano 249.
Após a sua morte, os dentes foram recolhidos e levados para vários mosteiros. No Mosteiro de Santa Apolónia, em Florença, estão um dente e um pedaço da sua mandíbula.
Santa Apolónia foi canonizada no ano 300 e o seu culto é conhecido e divulgado na Europa, especialmente na Alemanha, na França e na Itália.

Padroeira da Odontologia, dos dentistas e dos que sofrem dos dentes.

Oração:

Ó bom Deus, rogamos para que a intercessão da gloriosa mártir de Alexandria, Santa Apolónia, nos livre de todas as enfermidades do rosto e da boca. Lembrai-Vos principalmente das criaturas inocentes e indefesas. Afastai, se possível, a amargura das dores de dentes. Iluminai, fortificai e protegei os cirurgiões-dentistas, para que sempre se dediquem ao próximo com o amor que de Vós emana, e nos seja dado usufruir do Vosso reino. Santa Apolónia, intercedei por nós junto de Deus. Ámen.
Dia 8 de fevereiro - SÃO JERÓNIMO EMILIANO



Jerónimo Emiliani nasceu em 1486, em Veneza, Itália, no seio de uma família nobre.
A sua juventude foi agitada, com muitas vivências mundanas e comportamentos desregrados. O pai morreu quando ele tinha apenas quinze anos e o rapaz tornou-se soldado. Fez uma carreira brilhante em Veneza e chegou a general. Aliciado pelos prazeres e vícios mundanos, Jerónimo tornou-se duro e violento.
Os reis de França, da Alemanha e de Espanha aliaram-se ao papa e entraram em guerra contra os venezianos. Jerónimo, como bom militar que era,  manteve-se no seu posto e defendeu a sua cidade. A cidade caiu e Jerónimo foi preso, levado para uma torre, acorrentado e alimentado só a pão e água.
Ali aconteceu algo extraordinário. Lembrou-se dos ensinamentos que a mãe lhe dera e arrependeu-se da sua conduta imprópria. Reconheceu os seus pecados e ofereceu aquele sacrifício pela sua conversão. Passou o seu tempo a rezar e, um dia, apareceu-lhe Nossa senhora de Treviso que lhe deu as chaves das correntes e, consequentemente, a liberdade.
Milagrosamente, saiu pela porta da frente e atravessou os campos sem ser visto por ninguém. Dirigiu-se à igreja de Treviso onde depositou as correntes e a chave sobre o altar e confirmou a sua devoção a Deus. Quis que este momento ficasse registado e pediu para lhe pintarem um quadro que o representasse.
Diante do altar, ele pediu a Jesus: "Ó Jesus, não sejais um juiz para mim, mas antes o meu salvador."
Aos poucos foi-se afastando da vida de riqueza e, em 1528, quando a peste e uma grande fome assolaram a Itália, ele vendeu os bens que ainda tinha e transformou a sua casa num hospital para acudir aos mais necessitados.
Neste período de tempo, ele também ficou doente. Pediu a Deus que o salvasse e que se dedicaria a Ele somente. E assim aconteceu, Jerónimo foi salvo e a sua vida passou a ser exclusivamente consagrada ao serviço do Senhor.
Na época da peste muitas crianças ficaram órfãs. São Jerónimo acolheu-as em sua casa, alimentou-as, ensinou-as a rezar. Mais tarde, foi ordenado sacerdote e alargou o seu trabalho para fora de Veneza.
Em Somasca, fundou um seminário junto a um convento, criando a Ordem dos Clérigos Regulares de Somasca, ou Companhia dos Servos dos Pobres, trabalhando com jovens, pobres, doentes, moribundos, prostitutas...
Vendo o seu frutuoso trabalho, o governador de Veneza deu-lhe a direção do "Hospital dos Incuráveis". São Jerónimo viu neste gesto a oportunidade de revitalizar este espço e alargá-lo a prestar mais e melhores serviços a quem precisava.
Sentiu que a morte se aproximava e tratou de deixar um sucessor para dar continuidade ao seu trabalho. Gravemente enfermo, após tratar de doentes com peste, entregou a sua alma a Deus, no dia 8 de fevereiro de 1537, após a Sagrada Comunhão.
O seu lema de vida e o seu legado, espelhavam-se nesta máxima: "Segui o caminho do Crucificado, desprezai a iniquidade, amai-vos uns aos outros e servi aos pobres."
São Jerónimo Emiliano foi beatificado em 1747. Vinte anos depois, foi canonizado, em 1767.
Em 1928, o Papa Pio XI proclamou-o "Patrono universal dos órfãos e da juventude abandonada", pela missão da sua vida.


Patrono e protetor dos órfãos e dos jovens abandonados.


Oração:


Graças e louvores sejam dadas ao Deus de todas as consolações pelas inúmeras graças concedidas a São Jerónimo Emiliano, fazendo-o fundador da Sociedade dos Clérigos Regulares, ajudando a muitos desvalidos e doentes, entre tantos necessitados. Dai-nos, Senhor, amor por Vós e por todas as coisas Santas. São Jerónimo Emiliano, rogai por nós! Ámen.





Dia 7 de fevereiro - AS CINCO CHAGAS DO SENHOR




Jesus é descido da Cruz. Cuidadosamente, Nicodemos, José de Arimateia e São João, conduzem-nO até Maria Santíssima e depositam-nO no seu regaço. Sentada, cheia de dor, ela aceita-O e adora-O.
Entretanto, as mulheres preparam os óleos com que O vão ungir para ser depositado no sepulcro.
Maria beija as chagas do peito, das mãos e dos pés do Seu Filho e  ali começa a devoção às Chagas de Cristo, que se perpetuará por gerações e gerações. Por causa daquelas benditas Chagas, Maria fora preservada do pecado original e para os homens de boa vontade podem abrir-se as portas do Céu.
A devoção às Cinco Chagas do Senhor, ou das feridas que Jesus recebeu na cruz e manifestou noa Apóstolos depois da Ressurreição, foi impulsionado por São Bernardo, e encontrou sentida e profunda adesão no povo português, desde os começos da nacionalidade. Luís de Camões, n'Os Lusíadas, faz eco dessa devoção (I, 7). Prestando culto às Chagas do Redentor, é para Jesus Cristo que se dirige a nossa adoração, para quem nos amou até à morte de cruz (Fl 2,8). A contemplação das Chagas do Senhor deu particular atenção ao lado aberto, conduzindo os místicos medievais e posteriores à contemplação do Coração trespassado, a mais viva expressão do Seu Amor. Essa contemplação move-nos espontaneamente à correspondência, "amor com amor se paga".






João 19, 28-37




"Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede.» Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam uma esponja no vinagre, fixando-a a um ramo de hissopo, levaram-lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E inclinando a cabeça, rendeu o espírito.
Então os Judeus, visto ser o dia da Preparação para os corpos não ficarem na cruz ao sábado -  pois era um grande dia aquele sábado -, pediram a Pilatos que se lhe quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram então os soldados e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao segundo dos que tinham sido crucificados com Ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados perfurou-Lhe o lado com uma lança e logo saiu sangue e água. Aquele que o viu é que o atesta, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. E isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura que diz:
«Nem um só dos Meus ossos se há de quebrar».
E outra vez diz a Escritura:
«Hão de olhar para Aquele que trespassaram».