terça-feira, 24 de março de 2015


 


Dia 16 de Março - SANTO ABRAÃO, eremita, e sua sobrinha SANTA MARIA, uma penitente



Abraão nasceu no ano 296, na Mesopotâmia, atual Síria. Os seus pais eram religiosos e deram-lhe uma boa educação cristã.
Em idade de se casar, o pai escolheu-lhe uma  noiva, mas Abraão recusou casar-se, queria ser eremita e viver em oração, contemplação e penitência, dedicando-se só a Deus.
A família não aitou essa recusa e pressionaram-no para se casar. O jovem Abraão não encontrou escapatória antes mas, no próprio dia do casamento, abandonou tudo e todos. Encontraram-no dezassete dias depois, numa caverna isolada, perto da cidade de Edessa. Apesar dos insistentes pedidos dos pais para voltar com eles, não acedeu. E ali ficou por dez anos, até que soube da morte dos progenitores.
Abraão viu-se obrigado a abandonar o seu local habitual e ter de tratar da herança familiar que recebera. Pediu ao bispo de Edessa, seu amigo pessoal, que distribuísse tudo pelos pobres. Este abandono temporário do seu isolamento, fez com que o bispo, que precisava de um sacerdote para uma missao especial, ordenasse Abraão e lhe confiasse a missão de padre missionário em Beth-Kiduna, terra onde todos eram pagãos e idólatras.
Um ano se passou, de evangelização dura. Abraão, com a ajuda das gentes locais, construiu uma igreja, pois todos se tinham já convertido ao cristianismo. Abraão achava que a sua missão estava cumporida e ansiava ser substituído por outro sacerdote para poder voltar à sua vida antiga. Rezou muito a Deus e o seu pedido foi alcançado, voltou à solidão do deserto de Edessa. Por esta missão em Kiduna, ficou conhecido como Abraão Kidunaia.
Abraão ainda deixou a sua caverna por duas vezes. Uma, quando um irmão morreu e ele foi em auxílio da sobrinha. Recebeu-a, educou-a, ensinou-lhe tudo sobre a palavra de Cristo. Mas a jovem Maria preferiu os prazeres mundanos e fugiu para a cidade próxima. Abraão disfarçou-se de soldado, ancontrou-a e converteu-a definitivamente. Maria viveu quinze anos praticando a caridade. Passou a ser conhecida como Maria de Edessa. Diz-se que operou várias graças ainda em vida.
Muita gente ia ao deserto receber ensinamentos de Abraão de Kidunaia. Morreu com setenta anos de idade, no ano 366, cinco anos após a sua sobrinha e discípula Maria.Esta foi a segunda saída de Abraão.
O lugar do seu túmulo tornou-se lugar de peregrinação, de prodígios e de graças.




domingo, 22 de março de 2015


Dia 15 de março - SANTA LUÍSA DE MARILLAC



Luísa de Marillac nasceu a doze de agosto de 1591, em Meaux, França. A sua família pertencia à nobreza. Era órfã de mãe e o pai proporcionou-lhe todo o saber que podia. Aos quinze anos quis entrar para um convento mas foi dissuadida disso porque a sua saúde era frágil.
O pai morreu entretanto e a família encaminhou-a para um casamento, com o senhor Le Gras. Luísa foi uma boa esposa, de bom caráter e conduta cristã, conseguiu mesmo abrandar o ímpeto impulsivo do marido, tornando o seu casamento numa ligação ideal, até na oração.
Tiveram um filho, a quem Luísa devotou um amor imenso. O marido morreu nos seus braços, tinha Luísa  trinta e quatro anos.
Daí em diante dedicou-se inteiramente a Deus, praticando boas obras de cristã.
Luísa juntou-se a São Vicente de Paula, que tinha começado as suas obras de misericórdia, pondo nesta obra todo o seu coração e amor maternal e dando-lhes um novo fôlego. Percorria povoados, reanimava confrarias, visitava doentes e tudo ficava revitalizado. Eram necessários mais braços para tantas obras e muitas jovens se juntaram a eles para este trabalho de caridade. Depois de um tempo de noviciado, Luísa e as companheiras pronunciam os votos e, em 1634, tornam-se Filhas da Caridade de São Vicente de Paula.
As obras multiplicaram-se e passaram as fronteiras. Visitavam hospitais, acolhiam crianças abandonadas, prestavam auxílio em zonas de guerra, fizeram albergues para pobres, abriram estabelecimentos para loucos e doentes mentais, não havia limites para a sua ação de caridade.
Em 1665, tornava-se oficial a Congregação das Filhas da Caridade de São Vicente de Paula e São Vicente disse-lhes: "De hoje em diante, tereis o nome de Filhas da Caridade. Conservai este título, que é o mais formoso que podeis ter."
A sua obra continuou, não enfraquecendo o vigor das Filhas da Caridade. Santa Luísa trabalhou incansavelmente até aos fim dos seus dias. São Vicente não pôde acompanhá-la nesse momento porque se encontrava já muito doente, mas enviou-lhe uma mensagem, de que fosse adiante, que logo se encontrariam no céu. Morreu no dia 15 de março de 1660.
Os seus restos mortais encontram-se em Paris, na casa mãe da Congregação, na mesma capela das aparições da Virgem da medalha Milagrosa a Santa Catarina Lebouré.


Padroeira dos assistentes sociais.


Oração:


Pai amoroso, por intercessão de Santa Luísa de Marillac, vos rogamos que nos enchais do Vosso Amor para que, através das obras de caridade, possamos construir um mundo melhor e mais fraterno. Ámen.





quarta-feira, 18 de março de 2015

Dia 14 de março - SANTA MATILDE, rainha da Alemanha



Matilde de Ringelheim nasceu em 895. Foi educada num convento beneditino, por sua avó, a abadessa do convento de Herford, na Vestefália, e desde logo abraçou o cristianismo.
Foi rainha, mulher de Henrique I da Alemanha e teve dois filhos, Otto e Henrique.
Casou-se em 909 e, depois de seu marido falecer, ela reinou como regente  até o seu filho Otto ser coroado imperador em Roma.
Mesmo no meio do esplendor da corte conseguia manter-se afastada do rodopio da corte, lendo, meditando e orando e, ainda, praticando o bem junto dos pobres e dos doentes.
Livre para seguir o seu destino, entrou para um convento beneditino. Mais tarde fundou outros mosteiros e ela é um exemplo de como se pode ter tudo e viver na humildade religiosa.
Era devota fervorosa da Virgem Maria e dizia que em qualquer
momento menos bom da vida, a Virgem Maria nos consolaria e nos ajudaria.
Morreu a 14 de março de 968 e as suas relíquias encontram-se ao pé das do marido.
É venerada pelos beneditinos como se fosse uma deles. Dizia ela que o tempo é o nosso mais precioso bem, se usado com sabedoria.


Oração:

Senhor Jesus, a falta de solidariedade é o grande mal da humanidade. Perdoai-nos por nos fecharmos em nós mesmos, por nos preocuparmos somente com o que nos rodeia, negando-nos a ajudar  até mesmo aqueles que nós amamos. Pelos méritos de Santa Matilde, nobreza de pessoa e de alma, nós vos rogamos a graça de bem administrarmos os talentos e os bens que do nosso Pai Celeste recebemos. Ámen.
 


terça-feira, 17 de março de 2015


Dia 13 de março - SANTA EUFRÁSIA, virgem






Eufrásia nasceu no ano 380, na Ásia Menor, no tempo do imperador Teodósio, que era parente dos seus pais. Foi educada para viver na corte, num ambiente de luxo e vida ociosa. Os seus pais, apesar de ricos, preferiam uma vida simples e humilde e Eufrásia também não se sentia atraída por uma vida diferente dessa.
O nome Eufrásia, significa alegria. Depois do seu nascimento, os pais decidiram fazer voto de castidade para melhor se dedicarem a Deus. Eufrásia orava muito e fazia jejuns que chegavam a durar vários dias.Com a morte do pai, a mãe começou a ser cortejada e, para se afastar dessa vida, foram viver para o Egito. Com a fortuna da família pôde continuar a ajudar quem precisava e, muitas vezes, levava Eufrásia nas visitas a conventos e hospitais que ajudava a subsistir.
Com apenas sete anos, numa dessas visitas, Eufrásia pediu para ficar no convento e cumpria os seus deveres com disciplina e pontualidade, espantando todos. Ali se manteve até à morte da mãe.
Sabendo da sua orfandade, o imperador, seu parente, ofereceu-lhe uma proposta que vinha de um senador, que se queria casar com Eufrásia. Isso dar-lhe-ia estabilidade e aumentaria  a sua já considerável fortuna. Eufrásia recusou, queria manter-se virgem e continuar a seguir a vida religiosa. Pediu ao imperador que distribuísse todos os seus bens pelos pobres.
Muitas foram as graças concedidas e factos prodigiosos aconteceram através de Eufrásia. Consta que com um sinal da cruz, curou um menino à beira da morte.
A madre superiora do seu convento teve um dia uma visão onde lhe era revelado a morte da jovem e a sua futura proclamação de santidade.Eufrásia sentia-se bem mas, mesmo assim, recebeu os sacramentos. No dia seguinte foi acometida por uma súbita febre e morreu. Era o ano 412 e ficou sepultada no convento onde viveu.
O culto a Santa Eufrásia difundiu-se, tanto no oriente como no ocidente. Impressionou pela vida singela que levou e pelas graças que ainda hoje acontecem pela sua intercessão.
O dia 13 de março é a data provável da sua morte.

Oração:

Querido Deus de bondade, fizeste-nos capazes de amar e de servir. Ajudai-nos a viver esta nossa vocação, seguindo os passos de Santa Eufrásia e aprendendo com ela a virtude de servir sem jamais exigir nada em troca. Isso vos pedimos em comunhão com Cristo e com o Espírito santo. Ámen.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Dia 12 de março - SANTA SERAFINA ou FINA




   






Serafina nasceu em 1238, em São Geminiano, cidade medieval da Toscana, em Itália. Pertencia a uma família nobre. Era uma menina modesta, pura e caridosa com todos. Os pais alertaram-na contra a maldade do mundo e, Serafina, decidiu manter-se pura para seguir a Cristo.Teve uma vida breve, mas de intensa religiosidade.
Com dez anos de idade, a pequena Serafina contraíu uma doença que lhe cobriu o corpo de chagas incuráveis e dolorosas, que a deixavam incapaz de se movimentar. A morte da mãe agravou-lhe o sofrimento. Durante cinco anos permaneceu imóvel, numa cama de tábua, sofrendo resignada  e tendo  como conforto o seu amor a Cristo e à Virgem Maria.
Serafina era devota de São Gregório Magno e ele, em sonho, avisou-a de que a levaria para a vida eterna na mesma data em que ele morrera, ou seja, no dia 12 de março. Serafina morreu, realmente, no dia 12 de março de 1253, com quinze anos de idade.
No momento da sua morte, todos os sinos das torres tocaram sem que ninguém lhes tivesse tocado.
O seu culto começou logo após a sua morte e roram-lhe atribuídas muitas graças. Foi construído um hospital  em sua honra.




Padroeira da cidade de São Geminiano.


Dia 11 de março - SÃO CONSTANTINO





Constantino era rei da Cornualha, região que pertencia à Grã-Bretanha. Casou-se com a filha do rei da Bretanha.
A sua vida não foi exemplar pois cometeu muitos atos inconsequentes, mesmo crimes. Para se sentir à vontade com a esta vida, divorciou-se da mulher. Anos e anos de vida desregrada viveu este homem.
Quando soube da morte da sua ex-mulher, mudou radicalmente de vida. Primeiro, deixou o seu trono ao filho, depois converteu-se e foi batizado. Em seguida, retirou-se para o mosteiro irlandês de São Mócuda, onde trabalhou durante sete anos, fazendo as tarefas mais difíceis, em absoluto silêncio.
Seguiu os ensinamentos de Columbano, que na altura se encontrava a evangelizar na região, e tornou-se sacerdote.Seguiu Columbano e foi evengelizar com ele. Toda a sua energia e coragem foram agora postas ao serviço da conversão do seu povo.
A Inglaterra e a Irlanda tinham já começado o seu caminho de evngelização, iniciado por Patrício e continuado com Columbano e Constantino. Trabalhou arduamente para que o cristianismo chegasse a muitos e os frutos desse trabalho foram muitos e bons.
É nesta altura que a terra de Constantino passa a chamar-se Escócia. Antes de se tornar uma região católica, a Escócia viu ainda morrer Constantino. Um dia em que este  pregava numa praça foi atacado por um pagão que o feriu tão ferozmente que lhe amputou um braço. O sacerdote não resistiu, esvaiu-se em sangue. Morreu ni dia 11 de março de 598 e é o primeiro mártir escocês.
O seu culto espalhou-se para além da ilha e entrou na Europa divulgando-se  pelo ocidente e pelo oriente.

Oração:

Senhor, por intercessão de São Constantino, dai-nos a graça do zelo espiritual, para que em tudo e sempre estejamos empenhados em encontrar as riquezas celestiais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Ámen.


 

 


Dia 10 de março - OS QUARENTA MÁRTIRES DE SEBASTE










Em 320, em Sebaste, na Arménia, o imperador Licínio, grande perseguidor de cristãos, ordenou que todos os que não fizessem sacrifícios aos deuses pagãos seriam condenados à morte. Uma legião de quarenta soldados apresentou-se às autoridades, afirmando-se cristãos e dizendo que não queimariam incenso nem sacrificariam animais.Para ver até onde ia a coragem deles, o prefeito mandou-os prender e flagelar, com correntes e ferros aguçados.
Nada os demoveu. O comandante, que não queria perder tantos homens valentes, pediu-lhes que cedessem. mas eles mantiveram-se irredutíveis. Foram condenados a uma morte lenta e muito dolorosa. Foram metidos num tanque de gelo, nus, guardados por uma sentinela. Ao lado, havia uma sala de banhos quentes, roupas e comidas para quem mudasse de ideias. Mas não estes bravos cristãos, que preferiram o gelo durante três dias e três noites a renegar a sua fé em Cristo.
Na última noite, algo extraordinário aconteceu. O sentinela viu uma multidão de anjos que desceram dos céus e que vieram confortar os trinta e nove soldados, isto porque um deles tinha abandonado o tanque e se dirigia à sala de banhos quentes. Morreu assim que tocou na água quente. Mas o soldado que estava de sentinela, vendo os anjos, caíu de joelhos e resolveu mostrar o que era, um cristão. Tirou a roupa e juntou-se aos outros. Morreram quase todos congelados.
Um deles, muito jovem, ainda estava vivo quando retiraram os corpos para serem cremados. Pôde morrer nos braços da sua mãe.
Na prisão, estes quarenta bravos, escreveram uma carta coletiva, que se encontra guardada nos arquivos da Igreja e onde constam os nomes de todos estes mártires: ACÁCIO, AÉCIO, ALEXANDRE, ANGIAS, ATANÁSIO, CAIO, CÂNDIDO, CHÚDIO, CLÁUDIO, CIRILO, DOMINICANO, DOMNO, EDÉLCION, EUVICO, EUTICHIO, FLÁVIO, GORGÓNIO, HELIANO, HELIAS, HERÁCLIO, HESICHIO, JOÃO, BIBIANO, LEÔNCIO, LISIMACHO, MILITÃO, NICOLAU, FILOCTIMÃO, PRISCO, QUIRIÃO, SACERDÃO, SEVERIANO, SISÍNIO, SMARAGDO, TEÓDULO, TEÓFILO, VALENTE, VALÉRIO, VIBIANO e XANTEAS.