terça-feira, 14 de julho de 2015

SANTO INÁCIO DE LÁCONI - dia 11 de maio

 

Francisco Inácio Vicenzo nasceu em Láconi, na Itália do século XVIII. A sua família era gente pobre. Desde muito novo que Inácio se sentia fortemente atraído para a vida religiosa. Tinha dons especiais de profecia, de cura e um forte carisma.
Antes de completar vinte anos adoeceu gravemente e por duas vezes quase morreu. Foi nessa altura que prometeu que, se se curasse, seguiria o caminho de São Francisco de Assis, dedicando-se aos pobres e aos doentes.
Curou-se e foi para a cidade de Cagliari para viver  entre os frades capuchinhos do Convento do Bom Caminho. Não foi logo aceite por causa da sua saúde frágil mas, depois de recuperado, em 1721, tornou-se franciscano.
Andou por vários conventos e após quinze anos voltou ao Convento de Cagliari para aí permanecer. Viveu sempre dentro do espírito dos franciscanos: exemplo vivo de pobreza, dedicação absoluta aos pobres, aos desvalidos, aos doentes do corpo e da alma, aos pecadores, muitos dos quais ajudou a reencontrar o caminho da Salvação.
Nos cinco últimos anos da sua vida ficou cego mas isso não o impediu de continuar a cumprir rigorosamente todos os regulamentos do convento.
Morreu no dia 11 de maio de 1781. A fama da sua santidade espalhou-se devido aos milagres alcançados por sua intercessão.
Em 1940 foi beatificado e em 1951 canonizado pelo Papa Pio XII

Oração:

Ó Deus, que conduzistes Santo Inácio Láconi pelos caminhos da humildade, da inocência e da caridade para com os irmãos até à perfeição da santidade, concedei-nos, imitando as suas virtudes, viver a caridade aqui na Terra, em obras e em verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

LER & MEDITAR

 
 
Ele dará ordem a seus anjos a teu respeito, e eles te tomarão pelas mãos; para que não tropeces em alguma pedra.
 
Mateus 4, 6

domingo, 12 de julho de 2015


SANTO ANTONINO, arcebispo de Florença - dia 10 de maio
1389 - 1459

 

Antonino Pierozzi é natural de Florença, Itália, onde nasceu em 1389. Era filho único de pai tabelião e mãe dona de casa. Fez o curso de direito mas, no fundo, o jovem queria dedicar-se à vida religiosa.
A tentativa de entrar para a Ordem Dominicana foi-lhe negada, já que fisicamente era de compleição aparentemente frágil. O superior disse-lhe, no entanto, que se decorasse o Código do  Direito Canónico o aceitariam (missão que parecia impossível). Alguns meses depois, Antonino apresentou-se diante do superior e mostrou que o impossível deixara de o ser.
Foi admitido na Ordem  e tornou-se um modelo de religioso, embora muitos duvidassem da sua resistência física à disciplina e aos deveres físicos rigorosos que lhe eram exigidos. Foi ordenado sacerdote e ocupou cargos muito importantes, foi superior em várias casas, provincial e vigário-geral da Ordem. O seu exemplo quotidiano fazia dele um exemplo inspirador para os outros. Deixou escritos teológicos de grande valor.
Para ocupar uma vaga na Sé Episcopal de Florença, o Papa Eugénio IV nomeou Antonino para o cargo. Não quis tamanha responsabilidade e fugiu. Foi encontrado e, por força, teve de aceitar. Tal como tinha sido um exemplo nas outras funções, também em Florença não fez de forma diferente e tornou-se um pastor sábio e santo.
Teve uma intervenção significativa  no combate ao neopaganismo e defendeu o papado no Concílio de Basileia. A sua diocese tinha sempre as portas abertas, em especial para os pobres e necessitados e ninguém era mandado embora sem ser atendido.
Morreu com setenta anos, no dia 2 de maio de 1459.
O Papa Adriano VI canonizou Santo Antonino de Florença, em 1523. O seu corpo incorrupto está na basílica dominicana de São Marcos, em Florença, onde é venerado. A Ordem Dominicana celebra o santo no dia 10 de maio.

Oração:

Santo Antonino de Florença, que soubestes acolher a missão que Deus vos designou, fostes um santo em vida e jamais recusastes os sábios conselhos como a maior prova de amor para com  os vossos semelhantes, intercedei junto de Deus por nós, para que o Espírito Santo de Deus sopre sábios conselhos a todos aqueles que se dispõe a aconselhar. Que digamos sim aos chamados de Deus com docilidade e amor e sempre constantes à fé, pela misericórdia de Deus. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

 SÃO PACÓMIO, abade - dia 9 de maio
290 - 346
 

A vida dos eremitas, recheada de mortificações por vezes excessivas, jejuns prolongados, muitas vigílias seria realmente o que pedia o Evangelho? A vida solitária que escolhiam poderia ser uma manifestação de orgulho?
Um monge de origem egípcia, do século IV,  Pacómio, teve a ideia de uma nova vida monástica o cenobitismo, ou vida monacal organizada, com um superior, uma hierarquia e 192 preceitos.
Pacómio educou os seus discípiulos na vida comum, constituindo a primeira "Koinonia", ou comunidade cristã, nas margens do Nilo, segundo os moldes da criada pelos apóstolos em Jerusalém. Viviam em  comunhão de oração, de trabalho, de refeição e de reciprocidade.
São Pacómio influenciou toda a vida religiosa através dos séculos. Nasceu no Alto Egito, em 287 e os seus pais eram pagãos. Recrutado à força para o exército imperial, com vinte e dois anos, foi levado para Tebas prisioneiro com os outros recrutas. Protegidos pela escuridão da noite, alguns cristãos levaram-lhes comida. Pacómio ficou comovido com o gesto e perguntou-lhes quem os tinha enviado, e a resposta foi "O Deus dos céus". Nessa noite, Pacómio rezou ao Deus dos cristãos e pediu-Lhe que o livrasse das correntes, prometendo dedicar a sua vida ao Seu serviço.
Conseguiu a liberdade e não esqueceu a promessa feita, juntou-se a uma comunidade cristã de um povoado do sul onde fez a sua instrução para ser batizado. Durante uns anos fez uma vida de asceta, prestando serviço às pessoas do povoado e, mais tarde, submeteu-se à orientação de um velho monge, Palamon. Durante uma estadia solitária no deserto, uma voz misteriosa convidou-o a fixar-se naquele lugar e que logo viriam numerosos discípulos.
Por altura da sua morte já havia nove mosteiros masculinos e um feminino. Não se sabe onde foi sepultado porque pediu ao seu discípulo Teodoro que escondesse o seu corpo para que não se fizesse como era costume e construíssem uma igreja no local da sua tumba.

Padroeiro dos eremitas.

Oração:

Concedei-me, meu Deus, a graça de uma vida de oração e devoção, como a do Vosso servo São Pacómio e por sua intercessão dai-me a graça que Vos peço. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Ámen.



segunda-feira, 29 de junho de 2015

SÃO VÍTOR, o Mouro - dia 8 de maio

 

Vítor nasceu em África, mais precisamente na Mauritânia. Em criança já era cristão e, em adulto, fez parte do exército do imperador Maximiano.
 Este imperador decidiu  aniquilar uma rebelião na Gália, atual França e recrutou uma grande força militar no Oriente e no norte de África.
O batalhão em que vinha Vítor ficou estacionado em Milão. Antes da batalha, o imperador quis que todos oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos e quem recusasse era morto.
Vítor recusou-se a prestar culto aos deuses pagãos reafirmando a sua condição de cristão. Foi presente a tribunal e interrogado, frisando quem era o seu Deus, mas isso não o impedia de ser leal, como militar, ao imperador. Foi condenado e encarcerado, ficando seis dias sem comida nem água. Depois, foi arrastado pelas ruas até ao hipódromo do Circo, onde foi novamente interrogado, desta vez pelo próprio imperador. Vítor só confirmou a sua fé. Foi flagelado, levado de volta à prisão onde lhe cobriram as feridas com chumbo derretido, mas Vítor saiu ileso desse horrível castigo.
Recuperou-se rapidamente e fugiu da cadeia escondendo-se numa estrebaria. Foi descoberto, levado para a floresta e decapitado no dia 8 de maio de 303.
A prisão onde esteve encarcerado, ao lado da Porta Romana, ainda hoje tem o nome de cárcere de São Vítor.
Diz a tradição milanesa que o corpo de Vítor ficou oito dias sem ser sepultado e quando o bispo Materno o encontrou, o seu corpo estava intacto e guardado por duas feras. Ali foi erigida uma enorme igreja que lhe foi dedicada. Outras igrejas e monumentos lhe foram dedicados na cidade de Milão.
O culto de São Vítor, o Mouro, espalhou-se pelo mundo católico do Ocidente e do Oriente.

Padroeiro dos prisioneiros e dos exilados.

Oração:

Meu Senhor, eu hoje Vos entrego a minha falta de coragem, os meus medos, as minhas inseguranças e tudo o que me tem impedido de prosperar. Por intercessão de São Vítor, Vos peço e agradeço, Senhor, a graça de que tanto necessito (dizer a graça). Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.
 

segunda-feira, 22 de junho de 2015


SANTA FLÁVIA DOMITÍLIA, virgem e mártir - dia 7 de maio
século I

 


Flávia Domitília era esposa do governador romano Flávio Clemente, pertencente à família dos Flavianos. Era a mesma família dos imperadores Vespaziano, Tito e Domiciano. Os dois primeiros não aplicaram o édito de Nero que considerava os cristãos criminosos, mas Domiciano aplicou-o e oprimia  cristãos e judeus com impostos.
Flávia teria sido convertida aos cristianismo por dois eunucos, Nereu e Aquiles, quando se preparava para o casamento. Falaram-lhe sobre Cristo e sobre a beleza da virgindade, e ela se terá convertido de imediato.
O marido apoiava-a  e permitia-lhe viver na sua fé e ela socorria os pobres e cuidava do enterro dos mártires. Porém, o marido foi assassinado por Domiciano que não tolerava cristãos na família e desterrou Flávia para a ilha de Ponza, onde foi vítima de maus tratos e foi martirizada. A sua morte foi lenta, cruel e dolorosa, sem as menores condições de sobrevivência, conforme deixou escrito São Jerónimo.

Oração:


Ó Senhor, pelos méritos de Santa Flávia Domitília, eu Vos peço perdão por todas as vezes em que não fui coerente com os ensinamentos de Jesus, pelo meu egoísmo, pelas vezes em que condenei os meus irmãos e por não ver as necessidades dos que estão à minha volta. Peço-Vos  a graça da fidelidade e da perseverança na Vossa Palavra, para que na prática da caridade eu descubra a alegria de ser cristão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.

sábado, 20 de junho de 2015

SÃO LÚCIO DE CIRENE - dia 6 de maio

 

Lucas, nos Atos dos Apóstolos, afirma que Lúcio tinha parte ativa na comunidade cristã de Antioquia, bem como outros profetas e doutores, como Barnabé, Simeão (também chamado Níger), Manaen e Saulo:

"Havia na igreja, estabelecida em Antioquia, profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaen, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo." At 13, 1

Lúcio era de Cirene, na Líbia, e aí foi bispo nos primeiros tempos do cristianismo. Estes cinco profetas representavam a base da primitiva Igreja de Antioquia, segundo rezam os registos de Jerusalém.
Deste profeta só há indicação do lugar de origem mas não deve ser confundido com o mártir do mesmo nome que foi sacrificado no tempo do imperador Diocleciano, esse é celebrado noutra data.
No Martirológio Romano existem pelo menos vinte e dois santos com este nome e hoje comemora-se o santo mais antigo e do qual há menos informações.


Oração:

 Ó Deus, que fizestes de Lúcio de Cirene um evangelizador da Vossa doutrina, dai-nos, por sua intercessão,  a fé e a perseverança para seguirmos e espalharmos a fé cristã. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.



SANTO ÂNGELO - dia 5 de maio
1185-1220



Santo Ângelo nasceu no ano 1185, na cidade de Jerusalém. Os pais eram judeus, de seus nomes José e Maria, nomes que eram comuns naquela região. A conversão dos pais do santo aconteceu depois de Nossa Senhora ter dito a Ângelo, durante a sua oração, que iria ter um irmão. Os pais eram já idosos e parecia impossível que tal viesse a realizar-se mas, de facto, nasceu um menino a quem foi dado o nome de João e foi batizado juntamente com os pais.
Ângelo viveu em vários conventos, na Palestina e na Ásia Menor. Entrou para a Ordem do Carmo com dezoito anos e em 1213 foi ordenado sacerdote. Teve uma vida cheia de graças concedidas pelo Senhor, especialmente o dom da profecia e dos milagres, após ter vivido cinco anos no monte Carmelo, no mesmo lugar onde viveu o profeta Elias.
Segundo a tradição, Ângelo saiu do monte Carmelo com os primeiros carmelitas em direção a Roma, onde pretendiam obter a aprovação da Regra do Carmelo, do Papa Honório III, e foram de seguida para a Sicília. Ao visitar a basílica de São João, encontrou-se com os sacerdotes que se tornariam santos, Domingos de Gusmão e Francisco de Assis.
Dos seus maiores feitos, destaca-se o notável trabalho de evangelização e conversão que fez com os hereges da região.
No dia 5 de maio de 1220, o sacerdote Ãngelo fez a sua última pregação, na igreja de Licata, na Sicília. Foi assassinado.
Venerado pela população, mandaram erguer uma igreja em sua homenagem no local do seu martírio e onde ficou sepultado o seu corpo.
Foi canonizado em 1498. Em 1662 as suas relíquias foram trasladadas para a igreja dos carmelitas. O seu culto difundiu-se muito entre os seus fiéis e na Ordem do Carmo. A veneração ao santo mantém-se até aos nossos dias, sendo invocado em situações de dificuldade.
Esta fé chegou também à América, onde os primeiros carmelitas se instalaram e construíram igrejas.

Padroeiro de muitas localidades, em Itália e noutras regiões da Europa.

Oração:

Ó Deus de admirável providência que, no mártir Santo Ângelo, deste ao Vosso povo, pastor corajoso e forte, concedei-nos, por sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Ámen.
  

sábado, 13 de junho de 2015


SANTA ANTONINA DE NICEIA - dia 4 de maio

 

Antonina, tem etimologia grega e significa nascida primeiro, ou que enfrenta os seus adversários. Era um nome muito popular entre os povos latinos e também entre os cristãos.
Santa Antonina, aparece no Martirológio Romano três vezes: 1 de março, 4 de maio e 12 de junho, como se fossem pessoas diferentes. No século XVI, César Baronio, cardeal e bibliotecário do Vaticano, unificou os calendários litúrgicos de várias regiões. Como Santa Antonina aparecia celebrada em diferentes países e em datas diferentes, não se deu conta de que era uma só pessoa. Em todos eles é descrito o fim da santa de forma diferente.
Apurou-se então o destino de Santa Antonina através de um códice Jeronimiano do século V, confirmando que só uma mártir com este nome tinha morrido em Niceia.
A santa foi martirizada no século IV, no tempo do imperador Diocleciano, na cidade de Niceia (atual Turquia). Foi denunciada como sendo cristã, foi presa e condenada à morte. Torturaram-na de muitas maneiras: com ferros em brasa, queimaram-lhe as mãos e os pés, depois foi amarrada e colocada numa pequena cela com chão forrado de brasas, onde esteve dois dias. Voltou ao tribunal e, como não renegou a sua fé, foi fechada dentro de um saco e atirada para o fundo de um lago pantanoso nos arredores de Niceia. Isto aconteceu no dia 4 de maio de 306, data em que se celebra esta santa e mártir.

Oração:

Ó Deus, que deste fé e coragem a Santa Antonina, concedei-me também ser firme na minha fé e dai-me coragem para enfrentar todas as tribulações da minha vida. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.




SÃO FILIPE E SÃO TIAGO, o Menor, Apóstolos - dia 3 de maio

Filipe é natural de Batsaida, é o quinto na enumeração dos Apóstolos. Ele é autor de uma epístola dirigida às comunidades cristãs. Depois de pregar pela Ásia Menor, aos oitenta e sete anos, é crucificado como Cristo.
São Tiago designado como "o Menor" para se distinguir do outro Tiago, irmão de João, é primo de Jesus. Alertava os homens para o peso das palavras, para não se usarem palavras supérfluas, pois delas se daria conta ao Criador. Morreu apedrejado em 62, após tentativa de o deitarem do pináculo do Templo. Foi condenado pelo sumo sacerdote Ananias II.

As relíquias de São Filipe e de São Tiago, dois mártires, foram levadas de Hierápolis para Jerusalém e daí para Roma, onde repousam na  igreja dos Santos Apóstolos. Daí veio a celebração de ambos no dia 3 de maio.

Esta é uma das passagens da Bíblia, onde Filipe é citado:

Depois disto, Jesus foi para a outra margem do lado da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que realizava em favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos.
Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: "Onde havemos de comprar pão para esta gente comer?" Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer.
Filipe respondeu-lhe: "Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho." Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: "Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?" Jesus disse: "Fazei sentar as pessoas."
Ora, havia muita erva no local. Os homens sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram. Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: "Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca." Recolheram-nos, então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer.
Aquela gente, ao ver o sinal milagroso que Jesus tinha feito, dizia: "Este é realmente o Profeta que devia vir ao mundo!" Por isso, Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, retirou-se de novo, sozinho, para o monte.
 João 6, 1-15
Oração:

Ó Senhor, por intercessão e méritos dos apóstolos Filipe e Tiago, eu Vos peço a graça do desassombro no anúncio e testemunho do Santo Evangelho. Abençoai-me e concedei-me os dons que me são necessários para que eu possa cumprir a minha missão evangelizadora na minha família, no meu trabalho e na sociedade. São Filipe e São Tiago, rogai por nós! Maria, rainha dos apóstolos, rogai por nós! Ámen.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

SANTO ATANÁSIO, bispo e doutor da Igreja - dia 2 de maio

 

Atanásio nasceu no Egipto, em Alexandria, no ano 296. Era diácono aquando do I Concílio Ecuménico de Niceia que teve lugar em 325. Acompanhou o bispo S. Alexandre, como seu assessor. Neste Concílio foi reafirmada a divindade de Cristo, que os arianos pretendiam ser inferior à de Deus Pai. Também aqui se definiu o Credo, que nós continuamos a rezar. Atanásio argumentou primorosamente e os argumentos apresentados pelos arianos foram por ele refutados brilhantemente, com clareza e evidência, o que espantou e surpreendeu todos.
Tornou-se bispo de Alexandria em 328, sucedendo a S. Alexandre, apenas com trinta e um anos de idade. Dirigiu a Igreja de Alexandria por quarenta e seis anos, num período de sofrimento e perseguições, sendo um incansável defensor da doutrina dos Apóstolos.
Foi perseguido por imperadores e pelos arianos e foi quatro vezes para o exílio, mas regressou e viu triunfar a doutrina de Cristo. Nestes exílios, refugiava-se no deserto, onde conheceu e conviveu com Santo Antão. Deixou inúmeros documentos escritos e é um dos quatro grandes doutores da Igreja.
Morreu com setenta e sete anos, reconhecido por toda a Igreja.

Patriarca de Alexandria.

Do Tratado de Santo Atanásio, "Contra os pagãos":

   O Pai de Cristo, santíssimo e imensamente superior a todas as coisas criadas, como ótimo timoneiro, pela sua sabedoria e pelo seu Verbo, Cristo Nosso Senhor e Salvador, governa, dispõe e executa sempre todas as coisas de modo conveniente, como Lhe parece justo. Ninguém certamente negará a ordem que observamos na criação, porque Deus assim o quer. Se a criação se movesse ao acaso e sem ordem, nenhuma fé mereceriam estas afirmações. Mas se, pelo contrário, o mundo foi criado com ordem, sabedoria e prudência, e foi ornado de toda a beleza, temos necessariamente de admitir que o seu autor e artífice não é senão o Verbo de Deus.

Oração:

Ó Deus, por intercessão de Santo Atanásio, eu Vos peço, Senhor, fidelidade e perseverança nos ensinamentos de Jesus, e que eu possa também ser, no dia a dia, testemunho de vida cristã. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.

sábado, 6 de junho de 2015


 SÃO JOSÉ  OPERÁRIO - dia 1 de maio




O Papa Pio XII, em 1955, instituiu a festa de São José Operário, na mesma data em que se celebra o Dia do Trabalhador.
São José foi um trabalhador incansável, na sua atividade de carpinteiro. Jesus foi um trabalhador incansável para salvar os homens do pecado e lhes dar a consciência do seu real valor. É realmente muito apropriada a escolha do dia em que se celebra o trabalhador, a luta pelo trabalho e por uma vida digna, que São José seja lembrado.
Este é também o dia em que a Igreja lembra e homenageia o fatídico primeiro de maio, em Chicago, em que vários operários de uma fábrica se revoltaram contra a forma desumana como eram tratados e o desrespeito dos patrões pela sua sua condição de homens com direitos. Eram trezentos e quarenta os que estavam em greve e foram massacrados pela polícia a mando dos patrões. Cinquenta ficaram gravemente feridos e seis foram assassinas nos confrontos.
São José é o modelo de operário, sustentou a sua família durante toda a vida com o seu trabalho, cumpriu os seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho a profissão de carpinteiro e, desta forma, permitiu que todas as profecias se cumprissem e que a humanidade fosse salva.
Ao proclamar São José como protetor dos trabalhadores, a Igreja dá-nos um patrono exemplar, um homem que aceitou ser pai adotivo do Filho de Deus e que deu o exemplo de um bom pai e de um bom trabalhador.

Oração para pedir emprego:

Ó meu querido Santo Trabalhador, que em vida fizestes a vontade de Deus através do trabalho, abre as portas do comércio para que eu possa conseguir um emprego. Dai-me força e coragem para não desistir ao primeiro não. Que eu tenha a disposição de Santa Teresa d'Ávila, a simplicidade de Maria de Nazaré e a força de Santo António. Meu São José, padroeiro dos trabalhadores, não me deixes sem o pão nosso de cada dia e sem perspetiva de um novo dia para a minha família. Prometo, com o dinheiro do meu futuro emprego, ajudar uma instituição de caridade e divulgar esta devoção. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.



quarta-feira, 3 de junho de 2015


SÃO PIO V, Papa - dia 30 de abril


Em Bosco Marengo, na província de Alexandria, foi onde veio ao mundo António Miguel Ghislieri, no ano de 1504.
Entrou para a Ordem de S. Domingos com apenas sete anos e, alguns anos mais tarde, foi ordenado sacerdote. Teve uma carreira vasta, diversificada e fulgurante. Foi professor, prior de convento, superior provincial, inquisidor em Bérgamo e Como, foi bispo de Sutri e Nepi, depois cardeal, grande inquisidor, bispo de Mondovi e, finalmente, papa em 1566. Escolheu o nome de Pio V.
Foi um grande reformador de costumes e, por isso mesmo, se tornou incómodo para muita gente. Assim que ocupou o cargo de Papa foi visitado por inúmeros parentes em busca de um "emprego".  Não aceitou nenhum pedido e afirmou mesmo que, sendo alguém parente do papa e não estando na miséria, já era bastante rico. Assim, acabou com o nepotismo na Igreja e implantou ainda outras mudanças, aprovadas no Concílio de Trento: a obrigação de residência para os bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos bispos, o incremento das missões e a censura de publicações, para que não contivessem material doutrinário não aprovado pela Igreja.
Conseguiu a união dos países católicos, triunfando sobre os turcos e muçulmanos invasores e decretou a excomunhão e deposição da rainha de Inglaterra, Elisabeth.
Depois de tanto trbalho e tantos feitos, o  Papa Pio V morreu no dia primeiro de maio de 1572 e foi canonizado em 1712. Depois  da reforma do calendário litúrgico, passou a ser festejado no dia 30 de abril.

Oração:

Meu Senhor e meu Deus, que destes ao nosso Papa São Pio V muita luz para guiar o rebanho de Cristo, ajudai-me a ser um verdadeiro guerreiro das causas da Igreja e de Cristo. Pela intercessão de São Pio V, rogo-Vos a graça de uma fé profunda e perseverança na oração, pois somente assim permanecerei intimamente ligado a Vós. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.



terça-feira, 2 de junho de 2015


SANTA CATARINA DE SENA - dia 29 de abril

 

Catarina nasceu em 25 de março de 1347, na cidade de Sena, em Itália.Os pais eram muito pobres e ela era um dos vinte e cinco filhos do casal. Não é difícil imaginar como deve ter sido difícil a vida de Catarina, que cresceu franzina e sempre doente. Também não pôde estudar e ficou analfabeta. Mesmo que a sua saúde fosse diferente, a sua missão evangelizadora tê-la-ia debilitado.
Desejando um caminho de perfeição, com sete anos de idade consagrou-se a Deus. Durante as suas orações contemplativas e penitências, tinha visões. Aos quinze anos, a jovem ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Nessas suas orações contemplativas, envolvia-se em êxtase, facto que lhe permitiu converter centenas de almas ainda na juventude.
Já adulta, começou a ditar cartas ao povo, orientando as suas atitudes e chamando-os à caridade, ao entendimento e à paz. Foi nessa altura que enfrentou o cisma católico, dificuldade que não se julgava ultrapassável Dois papas disputavam o poder, dividindo a Igreja e fazendo sofrer todos os católicos. Catarina viajou por Itália e por outros países, ditando cartas a reis, príncipes, governantes, cardeais e bispos e conseguiu que o papa legítimo, Urbano VI, retomasse a sua posição e voltasse para Roma, pois havia setenta anos que o papado estava em Avignon, França.
Mais uma grande dificuldade enfrentou Catarina, com firmeza e serenidade: a peste que matou um terço da população europeia. Ela tratou doentes, com as suas mãos e com orações e converteu mais umas centenas de pagãos. Continuou a sua missão, com força e determinação, sendo um exemplo de uma mulher que estava muito à frente do seu tempo.
Ficaram para a posteridade, obras literárias ditadas e editadas, de grande valor histórico, místico e religioso, um dos quais o livro Diálogos Sobre a Divina Providência que, ao longo dos séculos tem sido lido e estudado.
Catarina de Sena morreu no dia 29 de abril de 1380, tinha trinta e três anos de idade, repetindo: "Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja". Os seus restos mortais foram divididos, a cabeça encontra-se em Sena e o seu corpo está em Roma, na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. O Papa Paulo VI intitulou-a Doutora da Igreja em 1970.

Oração:

Ó Catarina de Sena, notável Santa, que à força da tua palavra não resistem os corações dos pecadores e alcançam o Reino dos Céus, pela tua fé ardente e pela tua insistente oração. Como outrora, faz sentir hoje o poder da tua intercessão, para fortalecer a frágil paz entre os homens, libertar as vítimas de injustiças e todos os oprimidos por qualquer adversidade. Conforta e cura os que sofrem dos males do corpo e da alma. Roga a Jesus Cristo, Supremo Pastor, pela paz do mundo e pela unidade e fidelidade do povo de Deus, a Igreja. Pede também pelo bem da nossa pátria, finalmente, recorda-te também de mim, que te invoco com fé, sabendo que nunca abandonas na dificuldade, os que te consideram como mãe e mestra. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.

quarta-feira, 27 de maio de 2015


SÃO PEDRO MARIA CHANEL, presbítero e mártir - dia 28 de abril


Pedro Maria Chanel nasceu em França, em Cuet, dia 12 de julho do ano de 1803. Em 1824 ingressou no seminário de Bourg e foi ordenado sacerdote três anos depois. Foi vigário de Amberieu e de Gex. Posteriormente, entrou para a Sociedade de Maria sob orientação  do padre Colin.
Desde jovem que acalentava o desejo de ser missionário e a oportunidade surgiu em 1837, quando partiu com um confrade leigo, Nicézio,  para a pequena ilha Futuna, no arquipélago de Tonga e que fica no Oceano Pacífico. A sua mensagem surtiu de imediato grande efeito junto da população jovem da ilha. Mas teve de enfrentar a oposição dos líderes mais antigos que viam uma ameaça contra os seus costumes nas pregações do "sacerdote branco". Foi avisado por amigos do risco que corria se não abandonasse a ilha, mas Pedro Chanel resolveu arriscar e continuar a pregar.
No dia 28 de abril de 1841 foi morto, a bordoadas de tacape. O seu sacrifício não foi em vão pois a semente que deixou germinou e todos os habitantes se tornaram cristãos.
O novo mártir cristão foi beatificado em 1889 e inscrito no Martirólogo Romano em 1954.

Padroeiro da Oceania.

Oração:

Ó Deus de admirável providência que, no mártir São Pedro Maria Chanel, destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

 


terça-feira, 26 de maio de 2015

 SANTA ZITA, virgem - dia 27 de abril

 

Zita nasceu na Itália, em Monsagrati, perto da cidade de Lucca, no ano 1212. Era filha de camponeses e, com apenas doze anos de idade, foi trabalhar como empregada doméstica para casa de uma família rica.
A sua vida pautou-se sempre por perceber o que agradava ou não ao Senhor, e proceder escolhendo o que o seu coração dizia. Foi incumbida de distribuir as esmolas todas as sextas feiras. E dava do pouco que tinha, da sua roupa, da sua comida, do seu dinheiro. Diz-se que um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados, mas o que transportava no seu avental transformou-se em flores.
Foi empregada doméstica até aos sessenta anos e, na hora da sua morte, tinha a seus pés toda a família Fantinelli, a quem servira toda a vida. Partiu no dia 27 de abril de 1278, para a Glória do Senhor.
Em vida, recebeu inúmeras graças especiais, para si e para as pessoas com quem convivia.
Foi canonizada em 1696, pelo Papa Inocêncio XIII, e o seu corpo continua totalmente preservado. O Papa Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro.

Padroeira das empregadas domésticas, das donas de casa e dos criados.

Oração:

Ó gloriosa Santa Zita, que tão bem soubeste aliar a vida de trabalho à vida de oração, dando como Maria o coração a Deus, e como Marta, os braços ao próximo, alcançai-me de Deus Nosso Senhor, esta ciência divina dos santos: a graça da santificação do trabalho pela vida de fé, uma fé viva que ensine a ver nos homens e nos seus atos a mão da Providência, que pelo calvário e pela cruz me quer conduzir ao triunfo da Ressurreição gloriosa da bem-aventurança. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.

 

segunda-feira, 25 de maio de 2015


SANTO ANACLETO - dia 26 de abril


A história deste santo, que também foi papa, aprarece-nos descrita de forma confusa. Ele é ou o Papa Anacleto ou o Papa Cleto e que são celebrados até em dias diferentes: 26 de abril e 13 de julho, respetivamente. E esta confusão vai-se adensando, século após século, à medida que se vai narrando a história das suas vidas.
O papa Anacleto (ou Cleto) era grego e foi o sucessor de São Lino, foi o terceiro papa da Igreja de Roma, governando entre os anos 76 a 88.
Durante onze anos viveu em  intensas atividades,  numa época de oscilação entre paz e perseguição aos cristãos, no reinado do imperador Vespesiano e dos seus dois filhos que lhe sucederam, Tito e Domiciano, período em que os cristãos acreditavam que  estava próximo o fim do mundo e o juízo fina, segundo a pregação de  João Evangelista.
Foi também durante o seu papado que o Vesúvio acordou e se registou a sua histórica erupção. Ordenou vinte e cinco sacerdotes em Roma e sancionou a veneração ao túmulo de São Pedro, construindo um monumento sobre a sua sepultura.
Nos textos de Santo Ireneu se pode confirmar a sua eleição como Anacleto I ou Cleto, daí a confusão de se julgar serem duas pessoas diferentes.
Morreu em 88, durantes as perseguições de Domiciano, tornando-o um mártir da Igreja Católica. Foi sepultado ao lado de São Pedro.
São-lhe atribuídas uma série de orientações que condenam o culto de objetos "mágicos e de feitiçaria" e de aceitar comida que tenha sido oferecida aos deuses pagãos. Também se lhe atribui a instauração da "Saudação e Bênção Apostólicas" na abertura das mensagens papais.

Oração:

Glorioso e Eterno Senhor, peço-Vos, pela intercessão do Vosso servo, o Papa Santo Anaclato, que construiu o túmulo de São Pedro, nosso primeiro Papa, a graça de ser sempre um defensor do papado e de cumprir, com zelo apostólico, os deveres do fiel cristão. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.

sexta-feira, 22 de maio de 2015


SÃO MARCOS, Evangelista - dia 25 de abril





Marcos, ou João Marcos, era um judeu da tribo de Levi, filho de Maria de Jerusalém e, segundo os historiadores, terá sido batizado por Pedro. Fazia parte de uma das famílias cristãs mais antigas de Jerusalém. Ainda era pequeno e já a sua casa era um local de encontro e de reunião dos apóstolos e dos primeiros cristãos. Foi em sua casa que Jesus Cristo celebrou a última ceia, quando instituiu a eucaristia e, foi também ali que os apóstolos receberam a visita do Espírito Santo depois da ressurreição de Cristo.
O evangelho de São Marcos é o mais curto, mas a sua visão é muito especial pois desde criança conviveu com Jesus e também muito novo acompanhou a Sua paixão.
Marcos foi com São Pedro a Roma, na altura em que começava a preparar o segundo Evangelho. Aqui prestou também serviço a São Paulo, durante a sua primeira prisão. Quando Paulo foi preso pela segunda vez, escreveu a Timóteo e pediu-lhe que lhe enviasse Marcos para o ajudar no apostolado.
Escreveu o Evangelho a pedido dos fiéis romanos e seguindo os ensinamentos de São Pedro que, não só aprovou o que Marcos escreveu, como ordenou que fosse lido nas igrejas.
Começa o seu relato com a missão de João Baptista, cuja "voz clama no deserto". Daí ser representado com um leão a seus pés porque, segundo a visão do profeta Ezequiel, o rugido do leão faz estremecer o deserto.
Com o Evangelho, partiu em missão, a espalhá-lo por onde pôde. Diz-se que Marcos, depois da morte de São Pedro e São Paulo, ainda viajou para pregar no Chipre, na Ásia Menor e no Egito, em especial em Alexandria onde fundou uma das igrejas que mais frutos deu.
Diz-se também que foi martirizado no dia de Páscoa, enquanto celebrava uma missa. As suas relíquias foram trasladadas por mercadores italianos para Veneza, cidade que é a sua guardiã e da qual São Marcos é padroeiro desde 828.

Padroeiro dos secretários e da cidade de Veneza.

Oração:

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a Seu discípulo Marcos a graça do apostolado cristão e a narração do Seu Santo Evangelho. São Marcos, rogai por nós, para que sejamos iluminados pela força do Evangelho. Ámen.

terça-feira, 19 de maio de 2015


SÃO FIEL DE SIGMARINGA, presbítero e mártir - dia 24 de abril



Marcos Rei era o nome  de batismo do santo que hoje celebramos. Nasceu em Sigmaringa, na Alemanha, no século XVI.
Gostava de estudar e tinha talento para isso, tanto que mais tarde, Marcos se tornou um conhecido filósofo e advogado.
Ele era um cristão católico e sentia na sua vida um chamamento para se consagrar totalmente a Deus. Não resistiu. Renunciou a tudo e entrou para um convento de franciscanos, os Capuchinhos. Durante o tempo de noviciado foi tentado a escolher de novo a vida fora do convento, pensando que talvez assim se pudesse dedicar mais a Deus, mas venceu a tentação e empenhou-se em busca da santidade.
O seu nome passou a ser "Fidelis" ou "Fiel" e procurou sempre ser fiel à vontade de Deus.
Estudou Teologia e foi ordenado sacerdote. Ele e outros companheiros foram enviados em missão à Suíça para propagar a Doutina de Cristo e afastar aqueles que a combatiam.
Depois de uma missa, percebeu que o seu fim estava próximo. Fez uma oração de entrega a Deus e, logo de seguida, foi preso por gente que queria que renunciasse à sua fé. Deixou claro que que não renunciaria a Deus e que não temia a morte. Ajoelhou-se e fez a oração: "Meu Jesus, tende piedade de mim. Mãe de Deus, assisti-me." Recebeu vária punhaladas e ali mesmo derramou o seu sangue por amor a Jesus Cristo. Tinha apenas quarenta e cinco anos.

Oração:

São Fidelis de Sigmaringa, desejo entregar-vos todos os jovens que são chamados à sublime vocação sacerdotal. Encaminhai-os, para que nunca se dececionem com os testemunhos contrários à fé e que, olhando apenas para Jesus, possam tornar-se valentes guerreiros de Cristo, como vós. Que não haja incoerência entre a palavra e a vida e que a vossa bênção seja derramada sobre todos os que a vós recorrem. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

SÃO JORGE, mártir - dia 23 de abril

 

Jorge nasceu na região da Capadócia, atual Turquia, cerca do ano 275. Ainda criança, foi viver para a Palestina com a sua mãe, após a morte do pai numa batalha. Ainda adolescente, iniciou a-se na carreira militar e, pouco depois, foi promovido a capitão do exército romano.
Com apenas vinte e três anos passou a fazer parte da corte imperial, como Tribuno Militar.
Soube, entretanto, que o imperador Diocleciano pretendia matar todos os cristãos e o jovem revoltou-se contra essa decisão.
Distribuiu todos os seus bens, toda a sua riqueza, pelos pobres e manteve-se fiel a Cristo. Teve o destino de qualquer outro cristão, o imperador mandou matá-lo. Era o dia 23 de abril do ano 303.
Dos relatos do seu martírio consta que foi torturado e forçado a caminhar sobre brasas, mas Jorge não sentia a dor e não se importou de ser enterrado vivo. Os soldados acabaram por degolá-lo. Perante tanta resistência, diz-se que a mulher do imperador se converteu à fé cristã.
O seu corpo foi transportado para Lida, cidade onde crescera e vivera com a mãe, e ali ficou sepultado.
Mais tarde, o imperador Constantino mandou ali erguer uma igreja para a devoção dos fiéis.
Este santo é representado como um guerreiro, montado num cavalo branco, enfrentando um dragão com uma espada.
A lenda reza que, uma pequena cidade turca, costumava ser atacada por um dragão se não lhe entregassem uma donzela. Quando foi a vez da filha do rei ser entregue ao animal, São Jorge matou-o e casou com a princesa.

Padroeiro dos soldados e padroeiro também de Inglaterra, da Lituânia, da Catalunha, de Génova e de muitas outras localidades do mundo.

Oração:

Ó Deus omnipotente, que nos protegeis  pelos méritos e bênçãos de São Jorge, fazei que este grande mártir, com a sua couraça, a sua espada e o seu escudo, que representam a fé, a esperança e a inteligência, ilumine os nossos caminhos, fortaleça o nosso ânimo e, nas lutas da vida, dê firmeza à nossa vontade contra as tramas do maligno, para que, vencendo na Terra, como São Jorge venceu, possamos triunfar no Céu ConVosco e participar das eternas alegrias. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.