terça-feira, 14 de julho de 2015

SANTO INÁCIO DE LÁCONI - dia 11 de maio

 

Francisco Inácio Vicenzo nasceu em Láconi, na Itália do século XVIII. A sua família era gente pobre. Desde muito novo que Inácio se sentia fortemente atraído para a vida religiosa. Tinha dons especiais de profecia, de cura e um forte carisma.
Antes de completar vinte anos adoeceu gravemente e por duas vezes quase morreu. Foi nessa altura que prometeu que, se se curasse, seguiria o caminho de São Francisco de Assis, dedicando-se aos pobres e aos doentes.
Curou-se e foi para a cidade de Cagliari para viver  entre os frades capuchinhos do Convento do Bom Caminho. Não foi logo aceite por causa da sua saúde frágil mas, depois de recuperado, em 1721, tornou-se franciscano.
Andou por vários conventos e após quinze anos voltou ao Convento de Cagliari para aí permanecer. Viveu sempre dentro do espírito dos franciscanos: exemplo vivo de pobreza, dedicação absoluta aos pobres, aos desvalidos, aos doentes do corpo e da alma, aos pecadores, muitos dos quais ajudou a reencontrar o caminho da Salvação.
Nos cinco últimos anos da sua vida ficou cego mas isso não o impediu de continuar a cumprir rigorosamente todos os regulamentos do convento.
Morreu no dia 11 de maio de 1781. A fama da sua santidade espalhou-se devido aos milagres alcançados por sua intercessão.
Em 1940 foi beatificado e em 1951 canonizado pelo Papa Pio XII

Oração:

Ó Deus, que conduzistes Santo Inácio Láconi pelos caminhos da humildade, da inocência e da caridade para com os irmãos até à perfeição da santidade, concedei-nos, imitando as suas virtudes, viver a caridade aqui na Terra, em obras e em verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

LER & MEDITAR

 
 
Ele dará ordem a seus anjos a teu respeito, e eles te tomarão pelas mãos; para que não tropeces em alguma pedra.
 
Mateus 4, 6

domingo, 12 de julho de 2015


SANTO ANTONINO, arcebispo de Florença - dia 10 de maio
1389 - 1459

 

Antonino Pierozzi é natural de Florença, Itália, onde nasceu em 1389. Era filho único de pai tabelião e mãe dona de casa. Fez o curso de direito mas, no fundo, o jovem queria dedicar-se à vida religiosa.
A tentativa de entrar para a Ordem Dominicana foi-lhe negada, já que fisicamente era de compleição aparentemente frágil. O superior disse-lhe, no entanto, que se decorasse o Código do  Direito Canónico o aceitariam (missão que parecia impossível). Alguns meses depois, Antonino apresentou-se diante do superior e mostrou que o impossível deixara de o ser.
Foi admitido na Ordem  e tornou-se um modelo de religioso, embora muitos duvidassem da sua resistência física à disciplina e aos deveres físicos rigorosos que lhe eram exigidos. Foi ordenado sacerdote e ocupou cargos muito importantes, foi superior em várias casas, provincial e vigário-geral da Ordem. O seu exemplo quotidiano fazia dele um exemplo inspirador para os outros. Deixou escritos teológicos de grande valor.
Para ocupar uma vaga na Sé Episcopal de Florença, o Papa Eugénio IV nomeou Antonino para o cargo. Não quis tamanha responsabilidade e fugiu. Foi encontrado e, por força, teve de aceitar. Tal como tinha sido um exemplo nas outras funções, também em Florença não fez de forma diferente e tornou-se um pastor sábio e santo.
Teve uma intervenção significativa  no combate ao neopaganismo e defendeu o papado no Concílio de Basileia. A sua diocese tinha sempre as portas abertas, em especial para os pobres e necessitados e ninguém era mandado embora sem ser atendido.
Morreu com setenta anos, no dia 2 de maio de 1459.
O Papa Adriano VI canonizou Santo Antonino de Florença, em 1523. O seu corpo incorrupto está na basílica dominicana de São Marcos, em Florença, onde é venerado. A Ordem Dominicana celebra o santo no dia 10 de maio.

Oração:

Santo Antonino de Florença, que soubestes acolher a missão que Deus vos designou, fostes um santo em vida e jamais recusastes os sábios conselhos como a maior prova de amor para com  os vossos semelhantes, intercedei junto de Deus por nós, para que o Espírito Santo de Deus sopre sábios conselhos a todos aqueles que se dispõe a aconselhar. Que digamos sim aos chamados de Deus com docilidade e amor e sempre constantes à fé, pela misericórdia de Deus. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

 SÃO PACÓMIO, abade - dia 9 de maio
290 - 346
 

A vida dos eremitas, recheada de mortificações por vezes excessivas, jejuns prolongados, muitas vigílias seria realmente o que pedia o Evangelho? A vida solitária que escolhiam poderia ser uma manifestação de orgulho?
Um monge de origem egípcia, do século IV,  Pacómio, teve a ideia de uma nova vida monástica o cenobitismo, ou vida monacal organizada, com um superior, uma hierarquia e 192 preceitos.
Pacómio educou os seus discípiulos na vida comum, constituindo a primeira "Koinonia", ou comunidade cristã, nas margens do Nilo, segundo os moldes da criada pelos apóstolos em Jerusalém. Viviam em  comunhão de oração, de trabalho, de refeição e de reciprocidade.
São Pacómio influenciou toda a vida religiosa através dos séculos. Nasceu no Alto Egito, em 287 e os seus pais eram pagãos. Recrutado à força para o exército imperial, com vinte e dois anos, foi levado para Tebas prisioneiro com os outros recrutas. Protegidos pela escuridão da noite, alguns cristãos levaram-lhes comida. Pacómio ficou comovido com o gesto e perguntou-lhes quem os tinha enviado, e a resposta foi "O Deus dos céus". Nessa noite, Pacómio rezou ao Deus dos cristãos e pediu-Lhe que o livrasse das correntes, prometendo dedicar a sua vida ao Seu serviço.
Conseguiu a liberdade e não esqueceu a promessa feita, juntou-se a uma comunidade cristã de um povoado do sul onde fez a sua instrução para ser batizado. Durante uns anos fez uma vida de asceta, prestando serviço às pessoas do povoado e, mais tarde, submeteu-se à orientação de um velho monge, Palamon. Durante uma estadia solitária no deserto, uma voz misteriosa convidou-o a fixar-se naquele lugar e que logo viriam numerosos discípulos.
Por altura da sua morte já havia nove mosteiros masculinos e um feminino. Não se sabe onde foi sepultado porque pediu ao seu discípulo Teodoro que escondesse o seu corpo para que não se fizesse como era costume e construíssem uma igreja no local da sua tumba.

Padroeiro dos eremitas.

Oração:

Concedei-me, meu Deus, a graça de uma vida de oração e devoção, como a do Vosso servo São Pacómio e por sua intercessão dai-me a graça que Vos peço. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Ámen.



segunda-feira, 29 de junho de 2015

SÃO VÍTOR, o Mouro - dia 8 de maio

 

Vítor nasceu em África, mais precisamente na Mauritânia. Em criança já era cristão e, em adulto, fez parte do exército do imperador Maximiano.
 Este imperador decidiu  aniquilar uma rebelião na Gália, atual França e recrutou uma grande força militar no Oriente e no norte de África.
O batalhão em que vinha Vítor ficou estacionado em Milão. Antes da batalha, o imperador quis que todos oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos e quem recusasse era morto.
Vítor recusou-se a prestar culto aos deuses pagãos reafirmando a sua condição de cristão. Foi presente a tribunal e interrogado, frisando quem era o seu Deus, mas isso não o impedia de ser leal, como militar, ao imperador. Foi condenado e encarcerado, ficando seis dias sem comida nem água. Depois, foi arrastado pelas ruas até ao hipódromo do Circo, onde foi novamente interrogado, desta vez pelo próprio imperador. Vítor só confirmou a sua fé. Foi flagelado, levado de volta à prisão onde lhe cobriram as feridas com chumbo derretido, mas Vítor saiu ileso desse horrível castigo.
Recuperou-se rapidamente e fugiu da cadeia escondendo-se numa estrebaria. Foi descoberto, levado para a floresta e decapitado no dia 8 de maio de 303.
A prisão onde esteve encarcerado, ao lado da Porta Romana, ainda hoje tem o nome de cárcere de São Vítor.
Diz a tradição milanesa que o corpo de Vítor ficou oito dias sem ser sepultado e quando o bispo Materno o encontrou, o seu corpo estava intacto e guardado por duas feras. Ali foi erigida uma enorme igreja que lhe foi dedicada. Outras igrejas e monumentos lhe foram dedicados na cidade de Milão.
O culto de São Vítor, o Mouro, espalhou-se pelo mundo católico do Ocidente e do Oriente.

Padroeiro dos prisioneiros e dos exilados.

Oração:

Meu Senhor, eu hoje Vos entrego a minha falta de coragem, os meus medos, as minhas inseguranças e tudo o que me tem impedido de prosperar. Por intercessão de São Vítor, Vos peço e agradeço, Senhor, a graça de que tanto necessito (dizer a graça). Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.
 

segunda-feira, 22 de junho de 2015


SANTA FLÁVIA DOMITÍLIA, virgem e mártir - dia 7 de maio
século I

 


Flávia Domitília era esposa do governador romano Flávio Clemente, pertencente à família dos Flavianos. Era a mesma família dos imperadores Vespaziano, Tito e Domiciano. Os dois primeiros não aplicaram o édito de Nero que considerava os cristãos criminosos, mas Domiciano aplicou-o e oprimia  cristãos e judeus com impostos.
Flávia teria sido convertida aos cristianismo por dois eunucos, Nereu e Aquiles, quando se preparava para o casamento. Falaram-lhe sobre Cristo e sobre a beleza da virgindade, e ela se terá convertido de imediato.
O marido apoiava-a  e permitia-lhe viver na sua fé e ela socorria os pobres e cuidava do enterro dos mártires. Porém, o marido foi assassinado por Domiciano que não tolerava cristãos na família e desterrou Flávia para a ilha de Ponza, onde foi vítima de maus tratos e foi martirizada. A sua morte foi lenta, cruel e dolorosa, sem as menores condições de sobrevivência, conforme deixou escrito São Jerónimo.

Oração:


Ó Senhor, pelos méritos de Santa Flávia Domitília, eu Vos peço perdão por todas as vezes em que não fui coerente com os ensinamentos de Jesus, pelo meu egoísmo, pelas vezes em que condenei os meus irmãos e por não ver as necessidades dos que estão à minha volta. Peço-Vos  a graça da fidelidade e da perseverança na Vossa Palavra, para que na prática da caridade eu descubra a alegria de ser cristão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.

sábado, 20 de junho de 2015

SÃO LÚCIO DE CIRENE - dia 6 de maio

 

Lucas, nos Atos dos Apóstolos, afirma que Lúcio tinha parte ativa na comunidade cristã de Antioquia, bem como outros profetas e doutores, como Barnabé, Simeão (também chamado Níger), Manaen e Saulo:

"Havia na igreja, estabelecida em Antioquia, profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaen, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo." At 13, 1

Lúcio era de Cirene, na Líbia, e aí foi bispo nos primeiros tempos do cristianismo. Estes cinco profetas representavam a base da primitiva Igreja de Antioquia, segundo rezam os registos de Jerusalém.
Deste profeta só há indicação do lugar de origem mas não deve ser confundido com o mártir do mesmo nome que foi sacrificado no tempo do imperador Diocleciano, esse é celebrado noutra data.
No Martirológio Romano existem pelo menos vinte e dois santos com este nome e hoje comemora-se o santo mais antigo e do qual há menos informações.


Oração:

 Ó Deus, que fizestes de Lúcio de Cirene um evangelizador da Vossa doutrina, dai-nos, por sua intercessão,  a fé e a perseverança para seguirmos e espalharmos a fé cristã. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.