terça-feira, 5 de janeiro de 2016

SÃO FILIPE NÉRI - dia 26 de maio
1515-1595



   Este santo nasceu num bairro popular da cidade de Florença,em  Itália, a 22 de julho de 1515.
   Ainda muito novo o pai mandou-o para casa de um tio para aprender o ofício de comerciante. Da sua cidade natal recordaria pela vida fora a educação recebida dos dominicanos do Convento de São Marcos: "Tudo quanto tenho de bom, recebi dos padres de São Marcos."
   O tio quis que ele se dedicasse aos negócios mas Filipe percebeu que Deus o chamava para outros negócios, para acumular tesouros no Céu.
   Em Roma estudou Filosofia e Teologia, deixando que o Espírito Santo o conduzisse e formasse.          Ainda antes de ser padre já tinha por hábito visitar os lugares pobres de Roma onde espalhava alegria e santidade. Fundou uma associação para tratar dos pobres e dos doentes.
   Filipe aceitou trabalhar para a glória de Deus e iniciou a bela obra do Oratório do Divino Amor, dedicando-se aos jovens e testemunhando  a sua alegria. Vivia da providência Divina e pedia aos ricos para dar aos pobres.
   São Filipe Néri morreu em Roma com oitenta anos, deixando-nos o testemunho de renunciar a si mesmo, tomar a cruz de cada dia e seguir Jesus Cristo com alegria.
   Ficou conhecido como o "Santo da Alegria" e o "Apóstolo de Roma".

Oração:

Meu Jesus Cristo, quero-Vos servir e não encontro o caminho.
Quero fazer o bem e não encontro o caminho.
Quero-Vos encontrar e não encontro o caminho.
Quero-Vos amar e não encontro o caminho.
Ainda não Vos conheço, meu Jesus, porque não Vos procuro.
Procuro-Vos e não Vos encontro.
Vinde até mim, meu Jesus.
Nunca Vos amarei, se não me ajudardes, meu Jesus.
Cortai as minhas amarras se quiserdes que eu seja Vosso.
Jesus, sede para mim Jesus.
Ámen.






segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

S. GREGÓRIO VII - DIA 25 de maio
1020-1085


   Hildebrando nasceu em Soana, na Toscânia, em Itália, no ano de 1020. De origem humilde, desde novo o atraía a solidão, daí ter ingressado no mosteiro de Cluny e ter-se tornado monge beneditino. Estudou depois em Laterano, onde se destacou pela inteligência e firmeza na fé. Subiu na hierarquia clerical e foi consagrado cardeal.
   Tornou-se auxiliar direto dos Papas Leão IX e Alexandre II tendo alcançado grande respeito e prestígio.
   Quando faleceu o Papa Alexandre II,  foi  aclamado pelo clero e pelo povo e tomou o nome de Papa  Gregório VII..
   No seu tempo, a Igreja seguia práticas pouco dignas da sua missão: vendia cargos clericais, chefes de governos nomeavam religiosos sem respeitar  as autoridades da Igreja e o celibato era prática pouco usada. Gregório combateu ativamente estes usos e costumes, o que desagradou ao clero, a reis e a outras autoridades governamentais. Estas nomeações faziam com que pessoas pouco preparadas ou sem motivação ocupassem os ditos lugares. Grassava a incompetência, os escândalos morais e o esbanjamento do património da Igreja.
   O Papa entrou em confronto com o imperador Henrique IV e chegou mesmo a excomungá-lo. O imperador foi pressionado para pedir clemência ao Papa, o que fez, mas com o intuito de se vingar.  Teve o gosto de posteriormente depor o Papa Gregório VII e de nomear um antipapa, Clemente III.
   Apesar de tudo, Gregório VII continuou as suas reformas. Morreu em Salerno, para onde tinha sido exilado, no dia 25 de maio de 1085, com sessenta e cinco anos.
   Ficou para a História como o Papa que lutou pela independência da Igreja contra a interferência do poder político.
  Disse, pouco antes de morrer: "Amei a justiça, odiei a iniquidade e, por isso, morro no exílio." Muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão e o seu culto foi autorizado pelo Papa Paulo V, em 1606.

Oração:

Deus eterno e todo poderoso, 
que quisestes que S. Gregório VII governasse todo o Vosso povo,
servindo-o pela palavra e pelo exemplo.
Guardai, Senhor, por suas preces,
os pastores da Vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas,
guiando-os no caminho da Salvação.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ámen.



sexta-feira, 25 de dezembro de 2015



Espalhe a magia do Natal
usando AMOR, BONDADE e VONTADE de fazer acontecer as coisas.

Feliz NATAL!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015


NOSSA SENHORA AUXILIADORA ou MARIA AUXILIADORA - dia 24 de maio



   No ano de 1571, o Papa Pio V, após a grande vitória dos cristãos sobre os muçulmanos no estreito de Lepanto (porta de entrada para a Europa), instituiu a invocação de Nossa Senhora Auxiliadora ou Maria Auxiliadora.
   Antes desta vitória, os turcos do Império Otomano estavam prestes a invadir  a Europa através do Estreito de Lepanto. O líder das tropas, Ali-Pachá, por onde passava deixava um rasto de destruição no mundo cristão: igrejas incendiadas, religiosos mortos, crianças, mulheres violadas, cidades arrasadas, só por serem cristãos.
   Na Europa, a Igreja Católica atravessava um momento de fragilidade, com divisões provocadas pelo início do protestantismo. O Papa Pio V conseguiu unir a Europa, com grande esforço, para se defenderem do inimigo otomano, cujo potencial bélico era muito superior ao europeu.
   O comandante da frota era D. João da Áustria e a preparação para o combate, entre os soldados católicos, começou três dias antes: confessaram-se, jejuaram e rezaram o rosário durante esse tempo. No dia 7 de outubro de 1571, começou a maior batalha naval de sempre.
   Durante dez horas pelejaram sem cessar, mas os soldados cristãos começaram a temer uma derrota. De repente, ficaram suspensos ao verem os otomanos baterem em retirada, apavorados. Depois de feito o balanço, as perdas dos católicos foram significativamente inferiores às dos otomanos.
   Alguns destes homens, feitos reféns, confessaram que tinham visto no céu uma majestosa Senhora que os assustou de tal forma que fugiram. Este acontecimento ficou registado nos diários de bordo dos navios.
   Mais tarde, os soldados vieram a saber que enquanto durava a batalha de Lepanto, em Roma, os cristãos e o Papa Pio V rezaram incessantemente o Rosário de Nossa Senhora. Nesse tempo, o Papa teve uma visão da vitória em Lepanto, facto que lhe foi confirmado quinze dias depois.
   Em agradecimento à intervenção da Virgem, o Papa introduziu a invocação Auxílio dos Cristãos na Ladainha de Nossa Senhora. Daí advêm então os títulos de Nossa Senhora Auxiliadora e Maria Auxiliadora.
   Dom Bosco foi o maior devoto e divulgador da devoção a Nossa Senhora Auxiliadora.
   No dia 17 de maio de 1903, o Papa Leão XIII, coroou solenemente a imagem de Maria Auxiliadora, no Santuário de Turim.
   A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora é uma bênção para todos aqueles que a procuram, em especial nos momentos difíceis da vida, nas batalhas que se travam, na luta contra o mal e nos momentos de angústia. Esta devoção tem feito maravilhas na vida de quem a procura e continuará para todos os que nela têm fé, esperança e amor.

   Maria Auxiliadora é a protetora do lar.


Oração:

Santíssima Virgem Maria, a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, 
nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa.
Dignai-vos mostrar aqui o vosso auxílio poderosos.
Preservai esta casa de todo o perigo: do incêndio, da inundação, do raio,
das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e
de todas as outras calamidades que conheceis.
Abençoai, protegei, defendei e guardai como coisa vossa as pessoas
que vivem nesta casa. 
Concedei-lhes a graça mais importante: 
a de viverem sempre na amizade Deus, evitando o pecado.
Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus e o amor que nutriste
para com vosso Filho Jesus e para com todos aqueles
pelos quais Ele morreu na cruz.
Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos os que moram nesta casa
que vos foi consagrada.
Ámen.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

SÃO JOÃO BATISTA DE ROSSI - dia 23 de maio




   João Batista de Rossi é oriundo de Itália, de Voltaggio, província de Génova, onde nasceu no dia 22 de fevereiro de 1698. Tinha apenas dez anos quando foi viver para Génova, trabalhando como pajem para uma família rica para poder custear os seus estudos. Com treze anos mudou-se para Roma, foi viver para casa de um primo que era sacerdote, e continuou os estudos, agora no Colégio Romano dos Jesuítas. Doutorou-se em filosofia e, mais tarde, formou-se em Teologia, com os dominicanos de Minerva.
   João Batista também evangelizava, mesmo antes de se ter tornado sacerdote. O seu público eram os jovens e as pessoas abandonadas e pobres. Com o esforço intelectual e físico das suas diversas atividades, teve um esgotamento que desencadeou ataques epiléticos e uma doença grave afetou-lhe os olhos. Nunca se recuperou totalmente e teve de aceitar essa condição para o resto da vida. Mas isso não o impediu de continuar as suas penitências, especialmente a pouca alimentação, que foi minando a sua saúde já de si frágil.
   Ordenou-se sacerdote no dia 8 de março de 1721. Decidiu fundar a Pia União de Sacerdotes Seculares, Foi seu dirigente durante alguns anos e por ali passaram figuras ilustres do clero romano.
   Fundou e dirigiu também a Casa de Santa Gala, destinada a rapazes carenciados, e a Casa de São Luís Gonzaga (santo da sua devoção), para raparigas.
   Evangelizava os pobres, os doentes e os presos, era atencioso e paciente e os seus conselhos eram sempre muito apreciados. As suas pregações atraíam cristãos de toda a cidade e mesmo dos arredores. Era incansável e, sob a sua direção, não havia nenhum necessitado que ficasse sem consolo.
   No dia 23 de maio de 1764 morreu este santo, João Batista de Rossi, vencendo-o a idade e a doença. Era tão pobre que o enterro foi custeado pelos seus devotos fiéis. JoãoBatista de Rossi foi canonizado em 8 de dezembro de 1881, pelo Papa Leão XIII.

Oração:

Senhor, por intercessão de São João Batista de Rossi, peço-Vos o dom da Fortaleza para que possa enfrentar com Mansidão as dificuldades diárias. Com a mesma fé de tão nobre alma, rogo-Vos pela graça de que tanto necessito. Desde já eu Vos agradeço, meu Senhor e meu Deus, pelos cuidados que tendes comigo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.




quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Santa RITA DE CÁSSIA - dia 22 de maio


Santa Rita nasceu em 1381, na cidade de Cássia,  na região da Úmbria, em Itália. Desde muito cedo que Rita se comportava de forma diferente das outras crianças, isolava-se e rezava.
Casou com Paulo Ferdinando, para fazer a vontade dos pais que já eram velhos. Inicialmente, Ferdinando era bom e responsável mas, com o tempo, mostrou o seu verdadeiro caráter de homem rude, violento e agressivo. Rita suportava tudo com paciência na esperança de que as suas orações conseguissem convertê-lo. Paulo acabou por se converter tornando-se bom marido e bom pai mas o seu passado veio atrás de si e ele foi assassinado, provocando muita dor a sua mulher. Rita dedicou-se aos filhos e estes, que ainda eram pequenos, descobriram mais tarde a causa da morte do pai e resolveram vingá-lo. A mãe tentou demovê-los dessa vingança e, como os resultados foram infrutíferos, pediu a ajuda de Deus para que essas ideias lhes saíssem da cabeça e, caso não fosse possível, que Deus os levasse para junto de Si. Menos de um ano depois, os rapazes morreram sem concretizar a vingança.
Sozinha, decidiu dar um novo rumo à sua vida e seguir a sua vocação de criança, ser uma monja agostiniana. As duas primeiras tentativas não foram bem sucedidas mas Rita pediu com fervor aos santos da sua devoção, Santo Agostinho, São João Baptista e São Nicolau e estes apareceram e levaram-na para dentro dos portões do convento. Depois deste milagre ela foi aceite na Ordem.
A sua vida passou a ser de oração e penitência, seguindo as regras agostinianas da humildade. A sua fé era tão intensa que lhe apareceu na testa um espinho da coroa de Cristo, estigma que a acompanhou até ao fim da vida e que ela sofreu silenciosamente para salvação da humanidade.
Rita morreu em 1457, com setenta e seis anos, na sua cidade natal. A fama da sua santidade espalhou-se e muitos milagres foram concedidos por sua intercessão. Foi canonizada pelo Papa Leão XIII, em 1900.
Por causa da sua vida tão sofrida, os crentes consideram-na a "santa das causas impossíveis". O seu culto é celebrado por todo o mundo.

Oração:

Ó poderosa e gloriosa Santa Rita,
eis a vossos pés uma alma desamparada que,
necessitando de auxílio,
a vós recorre com a doce esperança de ser atendida,
pois sois a SANTA DOS CASOS IMPOSSÍVEIS E DESESPERADOS.
Ó cara Santa, interessai-vos pela minha causa,
intercedei junto de Deus
para que me conceda a graça de que tanto necessito
(dizer a graça que deseja).
Não permitais que tenha de me afastar
dos vossos pés sem ser atendido.
Se houver em mim algum obstáculo 
que me impeça de receber a graça que imploro,
auxiliai-me para que o afaste.
Envolvei o meu pedido
em vossos preciosos méritos
e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus,
em união com a vossa prece.
Ó Santa Rita,
eu ponho em vós toda a minha confiança,
por vosso intermédio,
espero com fé a graça que vos peço.

Assim seja!

Rezar 1 Pai Nosso, 1 Avé Maria e Glória



 

terça-feira, 29 de setembro de 2015


Santo ANDRÉ BÓBOLA - dia 21 de maio


   Santo André nasceu na Polónia, no século XVII. Pertenceu à Companhia de Jesus como sacerdote jesuíta que dedicou a sua vida aos jovens, ao anúncio da Palavra de Deus num tempo difícil, de cismas, em que a as pessoas não obedeciam aos ensinamentos da Igreja. Ficou conhecido como caçador de almas pois toda a sua vida foi dedicada à salvação de tantas almas quantas pôde.
    Viveu num tempo de oposição política entre a Polónia e a Rússia. Durante uma invasão da Rússia ao território polaco, os seus antagonistas aproveitaram para o entregar aos soldados cossacos. Foi preso injustamente e sofreu muito às mãos dos invasores, apesar disso nunca renunciou à sua fé, preferiu abdicar da vida mas não da fé em Deus. Morreu no ano de 1657.

Oração:

Pai Santo, que eu saiba reconhecer-Te na pessoa de Jesus, como Santo André Bóbola, e que o meu exemplo seja também inspirador para muitas almas.Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ámen.