sábado, 19 de setembro de 2026

 

SÃO LANDERICO

 dia 10 de junho



   São Landerico, também conhecido pelo nome de Landry, viveu em França no século VII e foi o 28.º bispo de Paris. Pouco se conhece da sua vida pessoal, mas a tradição cristã conservou a memória de um pastor profundamente dedicado a Deus e, sobretudo, aos pobres e aos mais necessitados.

   Landerico exerceu o seu ministério episcopal numa época difícil, marcada por períodos de fome e por grandes necessidades entre a população. Perante o sofrimento de tantas pessoas, não ficou indiferente. Procurou fazer tudo o que estava ao seu alcance para ajudar aqueles que não tinham alimento nem meios para sobreviver.

   A sua caridade era tão grande que, segundo a tradição conservada no Martirológio Romano, chegou a vender objetos e utensílios sagrados para conseguir alimentar os pobres durante um período de fome. Este gesto revela a sua profunda preocupação com a vida e a dignidade daqueles que sofriam.

   São Landerico compreendia que a missão de um bispo não consistia apenas em anunciar a Palavra de Deus, mas também em cuidar concretamente das pessoas que lhe eram confiadas. Para ele, a fé e a caridade caminhavam juntas.

   Uma das obras mais importantes que lhe é atribuída foi a fundação de um hospital junto à catedral de Paris, destinado especialmente ao cuidado dos pobres e dos doentes. Esta instituição ficou conhecida posteriormente como Hôtel-Dieu, tornando-se uma das mais antigas instituições hospitalares de Paris.

   Ao criar este espaço de acolhimento e assistência, São Landerico mostrou que os doentes e os pobres não deviam ser esquecidos. Pelo contrário, deveriam encontrar na comunidade cristã um lugar de proteção, cuidado e esperança.

    A sua vida foi, assim, marcada pela proximidade com os mais frágeis. Num tempo em que muitas pessoas enfrentavam a fome e a doença, Landerico procurou ser um verdadeiro pastor, colocando os recursos da Igreja ao serviço daqueles que mais precisavam.

   São Landerico morreu por volta do ano 657. A sua memória permaneceu viva na Igreja e é celebrada no dia 10 de junho. As suas relíquias foram posteriormente veneradas em Paris, na igreja de Saint-Germain-l'Auxerrois.

   Embora sejam poucos os dados conhecidos sobre a sua vida, o testemunho de São Landerico é muito significativo. A sua santidade manifesta-se sobretudo na caridade, na preocupação pelos pobres e na capacidade de transformar a fé em gestos concretos de amor.

   São Landerico recorda-nos que não podemos permanecer indiferentes perante quem sofre. O cristão é chamado a olhar à sua volta, a reconhecer as necessidades dos outros e a partilhar aquilo que tem.

   A sua vida convida-nos também a perguntar: quem precisa hoje da minha ajuda, do meu tempo, da minha atenção ou de uma palavra amiga? Muitas vezes, pequenos gestos de amor podem tornar-se sinais da presença de Deus na vida de alguém.


Oração a São Landerico

São Landerico,

vós que fostes um pastor dedicado
e um verdadeiro amigo dos pobres,
ensinai-nos a olhar com amor
para aqueles que mais sofrem.

Dai-nos um coração generoso,
capaz de partilhar
e de ajudar quem precisa.

Ensinai-nos a não ficar indiferentes
diante da fome, da doença,
da solidão e das dificuldades
dos nossos irmãos.

Ajudai-nos a compreender
que aquilo que temos
é também uma oportunidade
para fazer o bem.

São Landerico,
intercedei por todos os doentes,
pelos pobres,
pelos que vivem sozinhos
e por todos aqueles que necessitam
de ajuda e esperança.

Consegue-nos do Senhor
a graça de que necessitamos
(indicar o pedido).

Que, seguindo o vosso exemplo,
saibamos transformar a nossa fé
em gestos concretos de amor e caridade.

Amém.

São Landerico, rogai por nós!


Devoção:

À caridade, à assistência aos pobres e doentes e ao serviço dos mais necessitados.

Padroeiro:

É tradicionalmente invocado como protetor contra os incêndios; a sua memória é celebrada a 10 de junho.

 

SÃO JOSÉ DE ANCHIETA 

 dia 9 de junho



   José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, em San Cristóbal de La Laguna, na ilha de Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha. Filho de uma família profundamente cristã, recebeu dos pais uma educação marcada pela fé, pela oração e pelo amor a Nossa Senhora.

   Ainda jovem, foi enviado para Portugal, onde estudou no Colégio das Artes, em Coimbra. Ali teve contacto com a espiritualidade da Companhia de Jesus e com o testemunho dos primeiros missionários jesuítas. Aos 17 anos, sentindo o desejo de se entregar inteiramente a Deus, entrou na Companhia de Jesus.

   Desde cedo revelou grande inteligência e gosto pelos estudos, mas também uma profunda preocupação em servir os outros e anunciar o Evangelho. Apesar de sofrer de problemas de saúde, desejava ser missionário e levar a Palavra de Deus a povos que ainda não conheciam Cristo.

   Em 1553, com apenas 19 anos, partiu de Lisboa para o Brasil juntamente com outros jesuítas. Chegou a uma terra e a uma realidade completamente diferentes daquela que conhecia, mas rapidamente se dedicou à missão de evangelização e ao serviço dos povos indígenas.

   Anchieta aprendeu a língua tupi e procurou conhecer a cultura dos povos que encontrava. Utilizou os seus conhecimentos para ensinar a fé cristã e escreveu uma gramática da língua tupi, contribuindo para a comunicação entre os missionários e as populações indígenas. Foi também educador, catequista, poeta, dramaturgo e escritor.

   Juntamente com o Padre Manuel da Nóbrega, participou na fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga, em 1554, origem da atual cidade de São Paulo. Dedicou-se à educação de crianças e jovens, procurando unir o ensino à formação cristã.

   Uma das passagens mais conhecidas da sua vida aconteceu durante um período de conflito entre portugueses e indígenas. Anchieta ofereceu-se como refém para acompanhar as negociações de paz em Iperoig, atual Ubatuba. Permaneceu ali durante vários meses, confiando a sua vida à proteção de Deus e de Nossa Senhora.

   Durante esse tempo, fez a promessa de escrever um poema dedicado à Virgem Maria. Sem papel para escrever, compôs os seus versos na areia da praia e guardou-os na memória. Mais tarde, escreveu o longo poema dedicado à Virgem, conhecido como Poema à Virgem.

   Em 1566, foi ordenado sacerdote e continuou a dedicar-se incansavelmente à missão. Fundou o povoado de Reritiba, no Espírito Santo, atual cidade de Anchieta, e em 1577 foi nomeado provincial da Companhia de Jesus no Brasil, cargo que exerceu durante vários anos.

   Ao longo da sua vida, percorreu grandes distâncias, muitas vezes a pé, visitando comunidades, ensinando, catequizando, cuidando dos doentes e levando conforto aos que sofriam. A sua dedicação aos povos indígenas e o seu ardor missionário fizeram dele uma das figuras mais importantes da evangelização no Brasil.

   Nos últimos anos da sua vida, retirou-se para Reritiba, onde continuou a servir a Deus e aos irmãos. Morreu no dia 9 de junho de 1597, aos 63 anos. A notícia da sua morte foi recebida com grande tristeza por aqueles que o conheciam e amavam.

   Durante a sua vida, José de Anchieta procurou sempre anunciar Jesus Cristo através da palavra, da educação, da oração e do exemplo. Por isso ficou conhecido como o “Apóstolo do Brasil”.

   Foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1980 e canonizado pelo Papa Francisco no dia 3 de abril de 2014, 417 anos depois da sua morte. É reconhecido como padroeiro dos catequistas do Brasil.

   São José de Anchieta deixou-nos o exemplo de uma vida inteiramente dedicada a Deus e ao serviço dos outros. A sua história recorda-nos que evangelizar é também ensinar, escutar, acolher, servir e caminhar ao lado daqueles que encontramos.


Oração a São José de Anchieta

São José de Anchieta,

vós que fostes grande missionário
e apóstolo do Brasil,

ajudai-nos a anunciar Jesus
com alegria, coragem e humildade.

Ensinai-nos a levar a Palavra de Deus
a todos aqueles que encontramos,
especialmente às crianças e aos jovens.

Dai-nos um coração disponível
para servir os mais necessitados,
para acolher quem sofre
e para ajudar quem procura um caminho.

São José de Anchieta,
vós que amastes profundamente
a Virgem Maria,
ensinai-nos a confiar sempre
na sua proteção maternal.

Intercedei pelos catequistas,
pelos missionários,
pelos professores
e por todos aqueles que dedicam a sua vida
à educação e à transmissão da fé.

Consegue-nos do Senhor
a graça de que tanto necessitamos
(indicar o pedido).

Que o vosso exemplo nos ajude
a sermos verdadeiras testemunhas do Evangelho,
levando esperança, paz e amor
a todos os que nos rodeiam.

Amém.

São José de Anchieta, rogai por nós!


Devoção:

À evangelização, à catequese, à educação, à missão e à proteção dos povos mais necessitados.


Padroeiro:

Dos catequistas do Brasil e conhecido como Apóstolo do Brasil.

domingo, 13 de setembro de 2026

 

BEATA MARIA DO DIVINO CORAÇÃO – dia 8 de junho


   Maria do Divino Coração, cujo nome de nascimento era Maria Droste zu Vischering, nasceu em Münster, na Alemanha, no dia 8 de setembro de 1863. Pertencia a uma família nobre, profundamente católica e muito dedicada à Igreja. Desde criança recebeu uma educação cristã e desenvolveu uma especial devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

   Apesar de ter nascido numa família abastada, Maria sentia uma grande preocupação pelos pobres, pelos doentes e por todos aqueles que sofriam. Ainda jovem, procurava ajudar os mais necessitados e sentia crescer no seu coração o desejo de se consagrar inteiramente a Deus.

   Em 1888, entrou na Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, em Münster, tomando o nome religioso de Irmã Maria do Divino Coração. Entregou-se com grande generosidade à oração, ao serviço e à educação das jovens, procurando transmitir-lhes o amor de Deus e ajudá-las a encontrar um caminho de esperança.

   Mais tarde, foi enviada para Portugal. Chegou ao Porto em 1894 e foi nomeada superiora da Casa do Bom Pastor. Durante os anos que passou na cidade, dedicou-se especialmente às jovens pobres e abandonadas, procurando acolhê-las com carinho, educá-las e ajudá-las a reconstruir as suas vidas.

   A sua vida foi marcada por uma profunda união com o Coração de Jesus. Maria do Divino Coração acreditava que o amor de Cristo devia ser conhecido por todos e que a humanidade precisava de se aproximar cada vez mais do Seu Coração misericordioso.

   Foi durante a sua permanência no Porto que recebeu aquilo que considerou um pedido especial de Jesus: que transmitisse ao Papa Leão XIII o desejo de que o mundo fosse consagrado ao Sagrado Coração de Jesus. Com humildade e perseverança, escreveu ao Papa, confiando-lhe essa missão.

   O Papa Leão XIII acolheu o pedido e, em 1899, consagrou solenemente o género humano ao Sagrado Coração de Jesus. A própria Beata Maria do Divino Coração já se encontrava gravemente doente e oferecia os seus sofrimentos pela realização dessa consagração. A Conferência Episcopal Portuguesa destaca precisamente esta missão como um dos acontecimentos centrais da sua vida espiritual.

   Depois de vários anos de doença e sofrimento, Maria do Divino Coração morreu no Porto, no dia 8 de junho de 1899, com apenas 35 anos. A sua morte aconteceu precisamente no início do tríduo de preparação para a consagração do género humano ao Sagrado Coração de Jesus.

   Foi beatificada pelo Papa Paulo VI no dia 1 de novembro de 1975. O seu corpo encontra-se na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Ermesinde, junto à Casa das Irmãs do Bom Pastor, onde é venerada pelos fiéis.

   A Beata Maria do Divino Coração deixou-nos um exemplo de amor profundo a Jesus, de dedicação aos pobres e às jovens e de confiança total na vontade de Deus. A sua vida recorda-nos que a verdadeira grandeza não está nos bens ou na posição social, mas na capacidade de amar, servir e entregar a vida a Deus.

Oração à Beata Maria do Divino Coração

Beata Maria do Divino Coração,

vós que escolhestes consagrar
a vossa vida ao amor de Jesus,

ensinai-nos a confiar plenamente
no Sagrado Coração de Cristo.

Ajudai-nos a ter um coração generoso
para com os pobres,
os doentes, os jovens
e todos aqueles que mais precisam.

Ensinai-nos a acolher
com amor e misericórdia
aqueles que sofrem
e a levar-lhes uma palavra de esperança.

Vós que tanto desejastes
que o mundo conhecesse
o amor do Coração de Jesus,
intercedei por nós
e pelas nossas famílias.

Apresentai ao Senhor
o nosso pedido (... indicar o pedido)
e ajudai-nos a aceitar sempre
a Sua vontade.

Beata Maria do Divino Coração,
ensinai-nos a amar Jesus
com todo o nosso coração.

Amém.

Beata Maria do Divino Coração, rogai por nós!

Devoção:

Ao Sagrado Coração de Jesus, à oração, à reparação e ao serviço dos pobres e das jovens necessitadas.

Padroeira:

É especialmente venerada como padroeira da juventude da Diocese do Porto e como mensageira da consagração do género humano ao Sagrado Coração de Jesus.

SÃO VICENTE, MÁRTIR – dia 9 de junho

 


   São Vicente foi um mártir cristão dos primeiros séculos da Igreja, venerado no dia 9 de junho. Viveu na região da Aquitânia, na antiga Gália, território que corresponde atualmente a parte do sudoeste de França.

   Pouco se conhece da sua vida antes do martírio. O testemunho que chegou até nós está sobretudo relacionado com a sua fidelidade a Jesus Cristo e com a coragem com que enfrentou a perseguição aos cristãos.

   Segundo o Martirológio Romano, São Vicente sofreu o martírio em Vernemet, no território de Agen, durante uma festa pagã dedicada ao sol. Nessa ocasião, recusou renunciar à sua fé cristã e permaneceu fiel a Cristo, mesmo sabendo que essa decisão poderia custar-lhe a vida.

   A sua morte aconteceu provavelmente nos primeiros séculos do cristianismo, quando os seguidores de Jesus eram ainda perseguidos em várias regiões do Império Romano. São Vicente pertence, assim, à grande multidão de homens e mulheres que deram a vida pela sua fé.

   O martírio foi, para ele, o último testemunho de uma vida entregue a Deus. Perante aqueles que lhe pediam que abandonasse a fé cristã, escolheu permanecer fiel. A sua coragem recorda-nos que a fé verdadeira não se resume às palavras, mas manifesta-se também nas escolhas que fazemos, sobretudo nos momentos de dificuldade.

   São Vicente ensina-nos que seguir Cristo exige coragem e perseverança. Muitas vezes não somos chamados a dar a vida como os mártires dos primeiros séculos, mas somos convidados diariamente a dar testemunho da nossa fé através das nossas atitudes, da verdade, da caridade e do perdão.

   A memória de São Vicente permaneceu viva na Igreja ao longo dos séculos. Embora os detalhes da sua existência sejam pouco conhecidos, o seu testemunho de fidelidade a Cristo continua a ser celebrado no dia 9 de junho.

   A vida dos mártires recorda-nos que a Igreja foi construída também sobre o testemunho daqueles que permaneceram firmes na fé em tempos de perseguição. São Vicente é um desses exemplos de coragem, fidelidade e entrega total a Deus.

   Peçamos-lhe que nos ajude a permanecer fiéis ao Evangelho, mesmo quando encontramos dificuldades, incompreensão ou oposição. Que o seu exemplo nos ensine a colocar Deus em primeiro lugar e a viver a nossa fé com coragem e esperança.

Oração a São Vicente, mártir

São Vicente,

vós que destes a vida por Cristo
e permanecestes fiel à vossa fé,
ajudai-nos a ser fortes
nas dificuldades da nossa vida.

Ensinai-nos a não ter medo
de testemunhar o Evangelho
e a permanecer fiéis a Jesus
em todos os momentos.

Quando nos sentirmos fracos,
dai-nos coragem.

Quando tivermos dúvidas,
fortalecei a nossa fé.

Quando encontrarmos sofrimento,
ajudai-nos a confiar em Deus.

Que o vosso exemplo de fidelidade
nos ensine a viver com coragem,
esperança e amor.

Intercedei por nós junto do Senhor
e alcançai-nos a graça de que necessitamos
(indicar o pedido).

São Vicente, mártir de Cristo,
ajudai-nos a ser testemunhas
do amor de Deus no mundo.

Amém.

São Vicente, mártir, rogai por nós!


Devoção:

À fidelidade a Cristo, à coragem na fé e ao testemunho cristão, especialmente nos momentos de dificuldade e perseguição.


Padroeiro:
É venerado como mártir cristão de Vernemet, na região de Agen, em França.


sábado, 12 de setembro de 2026

SANTO ANTÓNIO MARIA GIANELLI – dia 7 de junho



   António Maria Gianelli nasceu em Cereta, perto de Chiavari, na região da Ligúria, Itália, no dia 12 de abril de 1789. Filho de uma humilde família de camponeses, cresceu num ambiente simples, onde aprendeu desde cedo os valores da fé, da oração, do trabalho, do espírito de sacrifício e da caridade para com os outros.

   Desde jovem demonstrou grande inteligência e gosto pelos estudos. A sua família tinha poucos recursos para lhe proporcionar uma formação, mas, graças à ajuda de uma senhora benfeitora, conseguiu prosseguir os estudos em Génova e ingressar no seminário. Ali destacou-se pela dedicação, pela piedade e pelo amor à Igreja.

   Aos 23 anos, em 1812, foi ordenado sacerdote. Dedicou-se ao ensino, à formação dos seminaristas e à pregação, procurando sempre aproximar as pessoas de Deus. Também se preocupava profundamente com os pobres e com aqueles que sofriam, especialmente durante os períodos de fome e de grande dificuldade.

   Em 1826 foi nomeado pároco de São João Batista, em Chiavari. Foi aí que desenvolveu uma intensa atividade pastoral. Criou instituições de assistência e educação e procurou dar especial atenção às meninas e jovens pobres, que muitas vezes não tinham acesso à educação nem encontravam apoio para construir um futuro digno.

   Movido por esta preocupação, fundou, em 1829, a Congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto, destinadas à educação das jovens e ao serviço dos pobres, dos doentes e dos mais necessitados. A congregação cresceu e espalhou-se por vários lugares, continuando até hoje a missão de educação e caridade iniciada por São António Maria Gianelli.

   António Maria Gianelli preocupou-se também muito com a formação e a santidade dos sacerdotes. Fundou uma congregação missionária para promover a pregação e a renovação da vida do clero e trabalhou incansavelmente para que os sacerdotes fossem verdadeiros pastores, próximos do povo e fiéis ao Evangelho.

   Em 1838 foi nomeado bispo de Bobbio. Como bispo, continuou a sua vida de trabalho, oração e dedicação aos outros. Visitava as comunidades, preocupava-se com os pobres, reformou o seminário e procurou renovar a vida cristã da sua diocese. Para ele, a glória de Deus e a salvação das almas eram o grande objetivo de toda a sua vida.

   O seu trabalho intenso e as muitas privações acabaram por enfraquecer a sua saúde. António Maria Gianelli morreu no dia 7 de junho de 1846, com apenas 57 anos. Foi beatificado pelo Papa Pio XI em 1925 e canonizado pelo Papa Pio XII no dia 21 de outubro de 1951. A Igreja celebra a sua memória litúrgica a 7 de junho.

   São António Maria Gianelli deixou como exemplo uma vida inteiramente dedicada a Deus e ao próximo. A sua atenção aos pobres, a educação dos jovens, a formação dos sacerdotes e o serviço aos que mais necessitavam continuam a ser um testemunho de caridade cristã.

Oração a Santo António Maria Gianelli

Santo António Maria Gianelli,

vós que dedicastes toda a vossa vida
à glória de Deus e à salvação das almas,
ensinai-nos a viver com fé,
esperança e caridade.

Ajudai-nos a ter um coração atento
às necessidades dos pobres,
dos doentes e dos mais necessitados.

Ensinai-nos a servir com humildade,
a educar com amor
e a levar a Palavra de Deus
a todos aqueles que encontramos.

Intercedei por nós junto do Senhor,
para que sejamos fiéis à nossa missão
e saibamos reconhecer Jesus
em cada pessoa que precisa da nossa ajuda.

Consegue-nos do Senhor
a graça de que tanto necessitamos
(indicar o pedido).

Por Cristo, nosso Senhor.

Amém.

Santo António Maria Gianelli, rogai por nós!

Devoção:

À caridade, à educação dos jovens, ao serviço dos pobres e à formação e santidade dos sacerdotes.

Padroeiro:

É especialmente venerado como fundador das Filhas de Maria Santíssima do Horto e como modelo de dedicação aos pobres, à educação e à salvação das almas.


segunda-feira, 2 de setembro de 2024

São MARCELINO de  CHAMPAGNAT - dia 6 de junho

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   Marcelino José Benedito Champagnat nasceu em França, perto da cidade de Lyon, no dia 20 de maio de 1789. Filho de camponeses pobres e muito religiosos, o pai era um agricultor com alguma cultura, praticante e muito respeitado na comunidade em que vivia. A mãe, para além dos trabalhos domésticos e da venda dos produtos que produziam, cuidava da educação dos filhos com a ajuda da cunhada, que desistira de ingressar no convento. Toda a família era muito devota de Nossa Senhora.

   A sua experiência na escola não foi feliz pois ficou traumatizado com o castigo que um professor inflingiu a um colega. Preferiu então trabalhar na agricultura com o pai, atividade que se estendeu até aos 14 anos. Nessa idade, o pároco local alertou-o para a sua vocação religiosa.

   Mesmo tendo pouca escolaridade e poucos recursos financeiros, ingressou no seminário de Verrières. Estudou afincadamente apesar de ter de enfrentar muitas dificuldades mas, aos 27 anos, recebeu o seu diploma e foi ordenado sacerdote no seminário de Lyon.

   A sua dura infância e movido pelo Espírito Santo, fê-lo dedicar-se aos problemas dos jovens da sua época, especialmente ao abandono por que passavam, nos campos da religião e dos estudos. Marcelino rezou e meditou muito procurando ajuda para intervir nesses desafios.

   Numa visita a um rapaz doente, Marcelino descobriu que este era analfabeto e nada sabia sobre Deus e a religião. E havia tantos como ele. A sua alma estava angustiada com tantos problemas sem solução: jovens vagando pela vida sem rumo. Liderou então um grupo de jovens rumo à educação da juventude. Assim nasceu a futura Congregação dos Irmãos Maristas, também denominada Família Marista, uma Ordem Terceira que leva o nome de Maria e a sua proteção.

   Esta obra tomou tais proporções que Marcelino acabou por se dedicar completamente a ela. Determinou que os membros da Congregação não deveriam ser sacerdotes, mas leigos, a fim de assumirem a missão de catequizar e alfabetizar as crianças, jovens e até adultos, nas escolas paroquiais.

   Ainda vivo teve o prazer de ver a sua obra sendo aceite e frutificando em todos os países onde chegou. Mesmo nos dias de hoje, a criteriosa educação marista é uma referência presente nas melhores escolas do mundo.

   Marcelino Champagnat morreu com 51 anos, a 6 de junho de 1840. Foi beatificado em 1955 e proclamado santo pelo papa João Paulo II em 1999. É considerado um grande percursor dos modernos métodos pedagógicos que excluem o castigo físico.


Oração a São Marcelino de Champagnat


São Marcelino de Champagnat,
durante a vossa vida 
caminhastes na preseça de Deus,
cheio de fé e 
profunda confiança  filial na proteção de Maria,
e fostes misericordioso para com o próximo,
cheio de amor e carinho pelos pobres e pequeninos,
os prediletos de Deus.
Por isso, com grande confiança
nos dirigimos a vós.
Consegue-nos do Senhor 
a graça (... indicar o pedido).
Isso vos pedimos
pela glória de Deus, nosso Pai querido. 
Amém!

São Marcelino de Champagnat, rogai por nós!


Devoção: à evangelização, principalmente voltada para as crianças e para o povo mais necessitado.

Padroeiro dos necessitados.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

SÃO BONIFÁCIO - dia 5 de junho


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   São Bonifácio nasceu em 675, no Reino Unido, e foi batizado como Wilfrido. Muito novo ainda foi para o mosteiro de Nursling, na diocese de Winchester. Aí se formou como professor e foi ordenado com 30 anos. Foi o responsável pela primeira gramática de latim feita em Inglaterra. 
   Em 718, o Papa São Gregório II deu a Wilfrido a ordem de levar a Palavra de Deus aos hereges. E o jovem partiu em direção à Alemanha, fixando-se em Hesse. Pouco tempo passou e os seus dons de missionário e reformador deram muitos frutos.
   Foi eleito bispo de todas as regiões da Germânia em 30 de novembro de 722. Mudou as mentes, desenraizou superstições pagãs e evangelizou e batizou inúmeros pagãos.
   Ficou conhecido como o Apóstolo da Alemanha por ter evangelizado grandes regiões neste país, por ter fundado e organizado muitas igrejas, a mando da Santa Sé.
   Fez várias visitas a Roma e de cada vez era incumbibo de cargos mais importantes. Após a sua terceira viagem, foi nomeado delegado da Sede Apostólica e, São Bonifácio (nome escolhido pelo Papa),  e o seu discípulo São Sturmi, fundaram em 741 o mosteiro de Fulda, que viria a tornar-se o Monte Cassino da Alemanha.
   Um homem de coração sereno, dócil e firme, tímido e corajoso, de oração e ação, não parou para recolher os louros do seu trabalho, mas espalhou o cristianismo pela Europa
    Foi assassinado a 5 de junho de 754 em Dokkum, na Holanda, para onde tinha sido convidado para celebrar o Crisma. Ele e outros cristãos foram brutalmente atacados e mortos por pagãos, tendo o santo sido decapitado.
   O seu corpo repousa no mosteiro de Fulda, no estado alemão de Hesse, local onde se reúne a Conferência de Bispos Alemães, em sua homenagem.
   Palavras de São Bonifácio: "Não sejamos cães mudos, não sejamos sentinelas silenciosas, não sejamos mercenários que fogem do lobo, senão pastores solícitos que vigiam o rebanho de Cristo, anunciando o desígnio de Deus aos grandes e pequenos, aos ricos e aos pobres, aos homens de toda a condição e de toda a idade, na medida em que Deus nos dê força."


Oração

Deus, nosso Pai, 
velai por todos aqueles
que têm a missão de guiar o Vosso povo santo e pecador,
através das contradições do nosso tempo.
Iluminai as mentes e os corações
dos nossos pastores:
Papa, bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas,
evangelizadores leigos e consagrados,
todos os batizados 
indistintamente chamados a dar testemunho
do Evangelho
no meio em que vivem.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ámen.